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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Actualizações

CAMARADAS

Prometi a mim mesmo, que um dia quando cá voltar
“após a minha partida para o céu”
a primeira coisa que irei fazer, será aprender melhor isto das informáticas.

Lá porque desde sempre digo que sou portista, podem ficar tranquilos que não é para descobrir novas toupeiras, pois nada tenho contra esses animais que vivem ainda abaixo dos que rastejam. Quem não as devem topar, são “além d’outros” os coelhinhos, uma vez que "autênticos submarinos de periscópio" dão cabo das cenourinhas de que eles tanto gostam.

Quero aprender sim, mas para fazer bonito e bem feito.

É que descobri algo errado. Na tentativa de não esconder nada a ninguém, quis incluir no Youtube os vídeos respeitantes à nossa guerra, que até agora só eram detectados se o leitor navegasse através do blogue para os encontrar.

Ao levar a cabo esta missão, verifico que os mesmos aparecem na lista dos Meus Vídeos, não pela ordem ou data que os criei, mas como se os tivesse “realizado” agora.

Sei que o leitor vai perdoar, pois já descobriu há muito, que as nossas “postagens” surgem naturalmente, sem que haja a preocupação prévia de uma cronologia artificial.

Lhegam quando lhegam, como dizem os espanhóis
(Entre muitos, é só escolher)

Se ainda não descobriu, experimente e verá:
Entrar no Youtube… depois Manuel Pimenta… E carregar na foto redonda azulada



“Os primeiros, são os últimos”
Ou quase.

E é tudo

A partir de "Cancun" me despeço com um forte abraço de amizade.




segunda-feira, 14 de maio de 2018

A Nota Infeliz...

ERA UMA VEZ...

Um vosso Camarada, que por acaso até sou Eu "Manuel Pimenta", que tinha e tem, em sua posse "há quase uma dezena de anos", um (Dossier) de nome:
(HISTÓRIA DA UNIDADE)

Trata-se de um Livro "Histórico" que conta a nossa guerra com minúcia. 

Todas as folhas
(em cima e em baixo) tem bem visíveis, o carimbo (RESERVADO).

(A capa)

Ao longo dos anos nunca nos separamos, tendo sido guardado religiosamente. Já alguns tiveram o privilégio de lhe dar uma vista de olhos, avivando assim recordações da nossa guerra.

Não era segredo, pois desde há muito que dei conhecimento da sua existência ao pessoal da minha Companhia, e outros em que confio.

Só conhecia duas pessoas que possuíam este documento "histórico".

Eu e o Amigo que ofereceu.

(Deduzo que não seremos só Nós. Penso Eu de que)
Não somos assim tão bonitos. Outros Existem bem mais bonitões.

Baseado na confiança e amizade, e sabendo da minúcia na escrita dos factos que o camarada Furriel Temudo usa nos seus escritos, lembrei-me de lho emprestar para que visse relatos e datas precisas das diversas ocorrências... ocorridas.
Achou interesse e pediu autorização para tirar umas quantas cópias. Acedi na parte que diz respeito à sua Companhia (2506) recomendando-lhe contenção na sua divulgação, dado que "como atrás se disse" tratar-se de um documento de conteúdo RESERVADO.

Hoje acho que essa contenção, não foi lá muito contida,
mas Ele é que sabe.

Com surpresa, descobriu-se o nome completo de um camarada da sua Companhia, do qual perderam o rasto. Todos os esforços encetados ao longo dos anos para o encontrar foram infrutíferos, dado a exiguidade do nome. De apelido NUNES nós por cá, somos mais que muitos.

Felizmente que o meu gesto de emprestar o livro "inadvertidamente" foi valioso.

Na pág.21 do livro, com o título
(MOVIMENTO VERIFICADO ATÉ 31AGO69)

No Item dos ABATES, e imediatamente abaixo da triste informação de que no dia 20 de Junho de 1969 faleceu em combate o
Soldado X - nº 12164868 da 2505,
estava o nome completo do ex-camarada Nunes que tanto "trabalho" dera para descobrir.

(Angelino Maria Nunes)

Na posse do nome completo, foi "segundo sei" relativamente fácil em poucos dias descobrir-se o paradeiro deste camarada do nosso Batalhão.

Ausente por ter sido evacuado para Lisboa “como se verifica”, descobriu-se que felizmente sobrevivera a tal acidente, principalmente para “alívio” do camarada que sem querer, terá "baldeado" os tripulantes da viatura.

A notícia de "tal achado" foi-me de imediato transmitida pelo Temudo, e pela parte que me toca fiquei feliz. Colaborei afinal "sem saber" quase 50 anos depois, para que o Nunes fosse descoberto.

Lembro que lhe disse: Não te esqueças, que quando divulgarem no vosso blogue esta notícia, REFIRAM QUE FOI GRAÇAS AO PIMENTA "e seu gesto inadvertido" QUE TAL DESCOBERTA ACONTECEU.

Respondeu:  Com certeza, que tal vai ser feito.

Sei que deu conhecimento disso ao gestor do dito.

Seguiu-se uma troca de e-mails simpáticos comigo, com diversos camaradas da 2506 satisfeitos com a descoberta, por Eu ter no livro a chave que deslindou o quase mistério.
Até lá pensava-se. O NUNES, estaria vivo, ou morto?.

Felizmente que está vivo e bem vivo. Reside no Concelho de Almeirim e pelos vistos, é um dos donos da
TASCA DO PIÇO


As únicas Fotos que me foram enviadas (Antes do pacto) que agradeço ao Camarada BOAVISTA

Reconhecido fui convidado pelo Furriel Temudo "e não só" para me incluir na 1ª visita surpresa ao "ENCONTRADO". Mesmo não sendo da minha Companhia,
na boa-fé aceitei com todo o prazer.

Desde logo ficou combinado, que para levarmos só um carro, o trio Temudo Boavista e Pimenta iriam num só. Sugeriu que seria o seu, mas "porque ultimamente costumo enjoar nas viagens como pendura" ficou combinado que seria Eu a levar o dito.

Préviamente atestei, e fiquei "no dia seguinte" de ir buscar o Temudo a casa, e no trajecto embarcarmos o Boavista que nos esperaria no Fórum do Montijo.
Mas tal não aconteceu dado que à última hora a viagem ficou sem efeito.

O Camarada Nunes tinha "nesse dia" um exame médico.

A nova data escolhida coincidiu "infelizmente" com a de um compromisso Meu previamente confirmado, (dei conhecimento) e por causa disso acabei por não ir.

Porque pelos vistos, o Temudo e o Boavista madrugaram e "também por estarem mais perto" foram os primeiros a chegar à Tasca do Piço.

Para eternizar o primeiro contacto com o "ENCONTRADO" alguém tirou a histórica foto.
O Temudo "contente, imagino eu" de imediato (ainda o resto do pessoal vinha a caminho) divulgou-a aos amigos, nomeadamente a mim e ao camarada Fernando Santos.

Ora como Eu  já tinha imaginado fazer uma postagem no nosso Blogue dando conhecimento deste facto, guardei-a para essa altura.

Mas o amigo Santos não. Pelos vistos divulgou-a de imediato no Facebook "coisa que não tenho, nem quero ter".
E pelo que sei....
Azar o dele e do Temudo

(A foto da discórdia)

Foram acusados de terem boicotado, um estranho compromisso "no meu entender”, que pelos vistos foi assumido horas depois da divulgação da foto.

(Nada pode ser divulgado sem o conhecimento do chefe, e sua anuência)

Como costumo dizer:
 (ELES QUE SÃO BRANCOS; QUE SE ENTENDAM)
Cada um sabe de si.

Tal como já me aconteceu, certo dia fui considerado "Kilas, o mau da fita", e pelos vistos não aprendi a lição.
Pelo silêncio ensurdecedor que se faz sentir agora, precinto que (espero que não) mais dia, menos dia, a coisa uma vez mais, vai sobrar p'ra mim.
Eis a tal Nota infeliz: anunciada no final da anterior postagem.

Tem muito a ver com a minha saúde visual. Porque acredito no Temudo, sabendo que insistiu para que tal acontecesse, descubro que por mais que me esforce e limpe as lentes dos óculos, não consigo ver no blogue, honrado o compromisso assumido.
"Referirem o Meu Nome, aquando da notícia do Nunes"

A única coisa que sei "através das minhas toupeiras" é que alguém ficou "piurso" por Eu possuir tal documento, e quem de “direito?!!”, não o ter.

(VOU PENSAR NISSO)

UM ÀPARTE:

Conheci na Siderurgia Nacional onde trabalhei, um Senhor "já com certa idade, provavelmente hoje desaparecido", funcionário da secretaria da Divisão de Energia e Fluidos (ENF).

Era o apontador "Sr. José Ferreira". Uma jóia de homem, brincalhão quanto baste. Quando a chefia estava ausente, as suas gargalhadas estridentes ecoavam pelo edifício a toda a hora.

Dada a idade e a simpatia que emanava, toda a rapaziada gostava dele. Aqueles "que iam a cavalo" e que o conheciam, quando se cruzavam com Ele a pé, paravam e convidavam-no a entrar.

Nunca se fazendo rogado, aceitava a boleia de bom grado.
No destino o Sr. Zé Ferreira depois de dar o seu show na viagem,
agradecia inequivocamente a boleia e saía com alguma dificuldade derivada a um problema físico.

Apeado e já ligeiramente afastado, "era costume" o Sr. Zé virar-se de repente e no momento que o "benemérito" arrancava com o carro, batia-lhe na janela. Surpresos e porque "o víamos com ar aflito" rapidamente abriam a porta ou janela.

Na maior safadeza e sorridente. O nosso amigo, costumava dizer:
Agora meta o carro no cú.

E qual a razão desta estória? Pergunta o leitor...
É Simples. O meu amigo Temudo, fez-me lembrar esta passagem, quando lhe perguntei por sms há dias, quantas cópias tirou do livro.
Respondeu-me, mais ou menos “assim”:

Tenho pena de dizer isto, mas o teu livro foi um
autêntico "fiasco".
Aliás não fiquei admirado ...
… … … … … … … …
… … … … … … … …
... Para mim, o livro não serviu para nada,
exceptuando saber o nome do NUNES...
etc etc etc.

Reconheçamos que tive sorte, pois não terminou o sms, como  estaríamos  a imaginar.
Hehehehe

O meu azar, é que "por enquanto" gosto Dele.


Pronto Camarada da 2504

É tudo o que me apraz dizer a respeito do meu "daqui a pouco", condenável gesto.

"Peço desculpas ao NUNES", mas quase dá vontade de dizer: Se soubesse o que sei hoje, pelos vistos o Camarada “infelizmente” talvez ainda hoje estivesse, na situação de
(DESAPARECIDO EM COMBATE)

.Um Abraço para si, e muita saúde.

.

domingo, 1 de abril de 2018

APRENDIZES...

Pior que aquele que queimou a pilinha com o lume a arder quando estava a assar sardinhas, estão estes "suicidas" que não mediram o perigo ao executar tão arriscada operação.


Não me posso rir, dado que às vezes também arrisco,  principalmente quando estou no
BAIXATOLA - BAR
Acompanhado de Amigos, dos belos chouriços da rua do Picoto em Gavião, e da broa de mistura da Padaria Madrugada que tanto gosto.

O cântaro tantas vezes vai à fonte...

Como este Incidente se deu, acho que o comum dos  leitores pensarão de imediato, que o problema esteve na boa qualidade do álcool e no mau arejamento da sala.

Cá p'ra mim, como  "Técnico de Minas e Armadilhas ainda do tempo da outra senhora", acho que os  especialistas de hoje dirão que foi: ou por não terem usado a distância suficiente aquando da ignição "espeto curto" ou falta de um equipamento de protecção adequado, como mostra a figura.


e se forem dos que tiraram o curso nas  "Novas oportunidades inventadas pelo sócras",
dirão ainda; tudo aconteceu  derivado à fraca qualidade dos xórissos. Compete à ASAE averiguar.


Sendo hoje dia de Páscoa e 1º de Abril,
aqui vão "sem mentira" as minhas amêndoas aos fiéis leitores deste nosso Blogue.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Um exemplo, a seguir...

Paraquedista morto em combate

regressa a Portugal 54 anos depois







A filha de um dos militares da Guerra Colonial descobriu "como morreu e onde foi enterrado" o pai através de um "álbum" de fotografias no Facebook de um sargento paraquedista
Um soldado paraquedista morto em combate em Angola em 1963 foi trasladado na semana passada para Portugal e vai ter uma homenagem e cerimónias fúnebres na quarta-feira, no culminar da "batalha de uma vida" travada pela sua filha.
Ernestina Silva chegou na segunda-feira dos Estados Unidos para poder assistir às cerimónias que se vão iniciar às 09:30 de quarta-feira na capela da Força Aérea, em Lisboa, e vão culminar no cemitério de Lobão da Beira, no concelho de Tondela (distrito de Viseu), de onde António da Conceição Lopes da Silva era natural.
O cortejo terá uma paragem na base de Tancos (Vila Nova da Barquinha, distrito de Santarém), para uma homenagem promovida pela União Portuguesa de Paraquedistas, em colaboração com a Força Aérea Portuguesa e o Regimento de Paraquedistas da Brigada de Reação Rápida.
"Queria trazê-lo para Portugal", disse Ernestina Silva à Lusa, contando como nunca se conformou com o facto de o pai, que não chegou a conhecer, ter ficado "abandonado", apenas porque a família não teve, na altura, os meios para custear a sua parte (o Estado colocava os restos mortais em Lisboa, mas a família tinha que pagar o transporte até à aldeia e o funeral - explicou).
Marcada pelas narrativas sobre a personalidade do pai, ouvidas no seio da família paterna, com quem viveu em criança depois de a mãe emigrar para a Alemanha -- "fui criada como se visse o meu pai todos os dias" -, Ernestina partiu aos 22 anos para os Estados Unidos, já casada e com uma filha, mas continuou "sempre à procura".
Foi com a Internet e as redes sociais que finalmente descobriu "como morreu e onde foi enterrado" o corpo do pai.
É de louvar a iniciativa desta Filha.
Conseguiu "um feito" que devia ser e é, obrigação moral "e não só" dos consecutivos des-governos que por cá temos tido.

Até quando esta inércia, para
Repatriar
TODOS os nossos Camaradas?.
.






terça-feira, 21 de novembro de 2017

A Catástrofe de 1967

Catástrofe de 1967

Relacionado com o tema em epígrafe, recebi do ex-Furriel António Vilela o texto que se segue:
Caros Amigos
É revelador a forma de apresentar e de divulgar as notícias. Como seria hoje a divulgação desta tragédia?
Sou testemunha ocular deste triste acontecimento.

Saí de Santa Margarida na terrível noite do 28 de Novembro no já distante ano de 1967.

Noite de muita chuva, muito frio, acompanhado do muito vento. Fomos só até Alenquer de comboio, porque não se podia ir mais além, pois estavam pontes caídas. Então fomos de autocarros até à Rocha de Conde de Óbidos. Era tamanha a desgraça, que mais parecia que já estávamos na guerra. Ainda me lembro algumas imagens que jamais esquecerei. Tanta era a lama nas ruas, que os bombeiros e os populares ainda não tinham retirado alguns cadáveres. Na guerra felizmente, não tive tamanha desgraça. Tudo isto para continuar a recordar. Um abraço a todos A. Vilela.


Quanto a mim, embora um pouco mais novo, também lembro os dias seguintes a esta tragédia.

Recordo que o meu irmão mais velho (já falecido) Furriel António Pimenta, prestava o Serviço Militar no Quartel de Sacavém e tomou parte no socorro às vitimas de tal desgraça.

Eu, nessa data, trabalhava na The Anglo-Portuguese Telephone Company ou APT, popularmente chamada
“Companhia dos Telefones”.

Tinha acabado de cumprir no dia anterior a esta tragédia, uma tarefa para qual tinha sido nomeado. E qual tarefa pergunta o leitor?

Exactamente: Desmantelar a velha Central Telefónica de Perafita,
"ainda do tempo de meter a cavilha"
já que a mesma,
(Perafita, Freguesia de Matosinhos próxima do Aeroporto do Porto)
tinha sido substituída por uma nova, Semi-Automática.


















Eis-Me aqui sentado, em frente a um PBX, semelhante aos que existiam na Central.

Esta “odisseia” já foi referida algures aqui no blogue, mas vale a pena 
Sintetizar.

Sempre que nós os Técnicos da Secção da Construção terminávamos a montagem de uma Central “mais moderna”, era comum desmantelar-se dias depois, a Central substituída.
Foi exactamente esta tarefa que na altura me foi atribuída. A equipa que eu chefiava partiu da “base” armada com todo o equipamento necessário.

Chegados ao objectivo, deparamo-nos com uns renitentes parafusos que fixavam o equipamento que por estarem demasiado corroídos, não saiam nem à lei da bala. Perante tal facto “como ao lado da central existia uma oficina de motorizadas” fui pedir ao Senhor que me emprestasse ferramentas adequadas à situação.
Regressamos então com duas marretas.

Como a ordem era para DESMANTELAR, eis-nos à cacetada, pontapé e canelada aos quase centenários equipamentos e num ápice atingimos o objectivo.

Na tarde do dia seguinte, fui chamado às chefias (não sei se, Ingenheiros, dótores ou coróneis) que após me derem a notícia da tragédia em Lisboa, quiseram saber porque é que Eu não usei de mais cuidado, nos trabalhos que fui fazer.
Santa ignorância. Todos “mangas-de-alpaca” tiveram de ser elucidados.
Expliquei-lhes a diferença entre desmontar e desmantelar e entendendo lamentaram o equívoco.
Estavam agora entalados, porque tinham de dar o dito pelo não dito, uma vez que “ignorantes” se prontificaram a enviar a central velha de Perafita, para substituir uma das que foram arrasadas pelas cheias.

Foi isto “em resumo” o que me liga às cheias de 1967



No caso do leitor querer saber tudo ou quase tudo a respeito desta tragédia, carregue no link abaixo, e ficará informado.


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Mestre GIGA

CONHECES?

Reformulando a pergunta:

CONHECIAS?


Mestre GIGA, ex-Furriel Sapador, Giga Coelho.

Sem mais delongas;

Se por acaso  o leitor não o conhecia, porque  nada teve a ver com a nossa guerra, então (além de poder consultar os links abaixo onde descrevo bem este “bom vivant”), resumidamente explico:

Dias antes de terminarmos a nossa curta intervenção em Cangumbe, o Furriel Giga foi “convidado” pelo comando, a avançar para o Lucusse “local onde permanecemos longos meses”, para se inteirar da logística (condições das instalações e não só).

Foi nessa “missão avançada de reconhecimento” que “comprou” numa Missão abandonada que encontrara algures no caminho, o tal velho Telefone de parede* e o Guarda-fatos em madeira, que algumas vezes tenho referido nas minhas histórias da Rádio POP.

Mas...

Ontem (dia 12 de Novembro de 2017) decidi não deixar passar mais o tempo, e quis fazer-lhe uma surpresa. Dar-lhe um puxão de orelhas até, por não me ter atendido o telefone nestes últimos tempos.

Deixei a minha Rosa Augusta no Centro Comercial do Seixal “Rio Sul” e dirigi-me ao seu atelier.

Cheguei ao lusco-fusco e através dos vidros da porta, porque não vi claridade no interior, pareceu-me que “o estabelecimento” estaria fechado. Mesmo assim bati duas vezes.
Sem obter resposta, quando me dirigia ao carro, pareceu-me ouvir alguém abrindo a porta. Voltei atrás e dando as boas noites, perguntei: Minha Senhora, O Giga está?
Obtive como resposta: o Giga faleceu. Incrédulo, perguntei: Quando?  
O Giga faleceu há uns meses. Acidente? Não. Lutava com problemas no (não fixei) e nos pulmões.

E é este o resumo resumido, do Conheces ou Conhecias

Foi assim que soube pela viúva "que não reconheci na altura" talvez devido ao choque, que o nosso Amigo pelos vistos uma vez mais partiu à frente, para “quem sabe” lá em cima, preparar de novo as condições ideais para a nossa chegada.

No Lucusse
o Furriel Pimenta (cá o Eu) de Minas e Armadilhas,
o Furriel Vítor das Transmissões, e o Furriel Giga que era Sapador
formaram o trio fundador dessa Rádio-POP



Foto abaixo. No Grafanil
A contar da esquerda. Furriéis: Minas e Armadilhas o PIMENTA, Sapador o GIGA,
Atirador o BRITO, Transmissões o VITOR, e Vagomestre o MACHADO.


É pois com tristeza que vejo partir um fundador, e se bem o conheci
prefere que em vez de orações ou lágrimas, cantemos o Hino do Dange
que tantas vezes tocou e cantou.

http://ccac2504.blogspot.pt/2013/08/abre-as-janelas-da-tua-casa-e-canta-com.html

REPOUSA EM PAZ, AMIGO.


Os Links que "entre outros" podes consultar:


http://ccac2504.blogspot.pt/2014/08/divagando-se-vai-ao-longe-23.html

além do seu pequeno filme que viste incluído num destes links,
podes agora ver o Artista "neste pequeníssimo", cigarrando. 

Uma vez mais cá o Pimenta, é aquele que não aparece.
THE END

(*)- Sei que tinha pendurado numa parede do atelier, o que penso ser, a " carcaça" do que resta desse aparelho
 que "mesmo assim" gostaria de o ter, no (altar) da 2504.