Na nossa idade e com o tempo frio que se instalou, é muito provável que o menino jesus neste Natal deixe uma vez mais na chaminé, alguns agasalhos a condizer. Será que vais concordar uma vez mais, com a letra desta
Relacionado com o tema em epígrafe, recebi do ex-Furriel António Vilela o texto que se segue:
Caros Amigos
É revelador a forma de apresentar e de
divulgar as notícias. Como seria hoje a divulgação desta tragédia?
Sou testemunha ocular deste triste acontecimento. Saí de Santa Margarida
na terrível noite do 28 de Novembro no já distante ano de 1967.
Noite de
muita chuva, muito frio, acompanhado do muito vento. Fomos só até Alenquer de
comboio, porque não se podia ir mais além, pois estavam pontes caídas. Então
fomos de autocarros até à Rocha de Conde de Óbidos. Era tamanha a desgraça, que
mais parecia que já estávamos na guerra. Ainda me lembro algumas imagens que jamais
esquecerei. Tanta era a lama nas ruas, que os bombeiros e os populares ainda não
tinham retirado alguns cadáveres. Na guerra felizmente, não tive tamanha
desgraça. Tudo isto para continuar a recordar. Um abraço a todos A. Vilela.
Quanto a mim, embora um pouco mais novo, também lembro os dias seguintes a esta
tragédia.
Recordo que o meu irmão mais velho (já falecido) Furriel António Pimenta, prestava o Serviço Militar no Quartel de Sacavém e tomou parte no
socorro às vitimas de tal desgraça.
Eu, nessa data, trabalhava na The Anglo-Portuguese Telephone
Company ou APT, popularmente
chamada
“Companhia dos Telefones”.
Tinha acabado de cumprir no dia anterior a esta tragédia, uma tarefa
para qual tinha sido nomeado. E qual tarefa pergunta o leitor?
Exactamente: Desmantelar a velha Central Telefónica de Perafita, "ainda do tempo de meter a cavilha" já que a mesma,
(Perafita, Freguesia de Matosinhos próxima do
Aeroporto do Porto)
tinha sido substituída por
uma nova, Semi-Automática.
Eis-Me aqui sentado, em frente a um PBX, semelhante aos que existiam na Central. Esta “odisseia” já foi referida algures aqui no
blogue, mas vale a pena Sintetizar.
Sempre que nós os Técnicos da Secção da Construção terminávamos a montagem de uma
Central “mais moderna”, era comum desmantelar-se dias depois, a Central substituída.
Foi exactamente esta tarefa que na altura me foi atribuída. A equipa que eu
chefiava partiu da “base” armada com todo o equipamento necessário.
Chegados ao objectivo, deparamo-nos com uns renitentes parafusos que fixavam o equipamento que por estarem demasiado corroídos, não saiam nem à lei da bala. Perante tal facto “como ao lado da central
existia uma oficina de motorizadas” fui pedir ao Senhor que me emprestasse ferramentas
adequadas à situação.
Regressamos então com duas marretas.
Como a ordem era para DESMANTELAR, eis-nos à cacetada, pontapé e canelada
aos quase centenários equipamentos e num ápice atingimos o objectivo.
Na tarde do dia seguinte, fui chamado às chefias (não sei se, Ingenheiros, dótores ou coróneis) que após me derem a notícia
da tragédia em Lisboa, quiseram saber porque é que Eu não usei de mais cuidado, nos trabalhos que fui fazer.
Santa ignorância. Todos “mangas-de-alpaca” tiveram
de ser elucidados.
Expliquei-lhes a diferença entre desmontar e desmantelar e entendendo lamentaram
o equívoco.
Estavam agora entalados, porque tinham de dar o dito pelo não dito, uma vez
que “ignorantes” se prontificaram a enviar a central velha de Perafita,
para substituir uma das que foram arrasadas pelas cheias.
Foi isto “em resumo” o que me liga às cheias de
1967
No caso do leitor querer saber tudo ou quase tudo a respeito desta
tragédia, carregue no link abaixo, e ficará informado.
Referi na postagem anterior, a dificuldade que um colega de trabalho da Siderurgia Nacional do Seixal tinha no seu dia-a-dia, porque ser daltónico. Dei o pequeno exemplo das cores das resistências “eléctricas” quando quis fazer um zingarelho electrónico que lhe sugeri, mas sei
que existiam muito mais.
Código das Cores
Um problema semelhante deve ter este motoqueiro,
que na Baixa de Luanda “vai ábrir” quer os semáforos estejam verdes ou
vermelhos. (Liga o Som)
Confere e vai reparando no que resta, da paisagem que
conhecemos um pouco… Nesta zona, está tudo: Muito melhor
… Para depois a comparares com a do vídeo seguinte
“que
é uma vergonha” (Repara no Contraste) Nestas zonas, está tudo: Muitíssimo pior
Videos semelhantes ou piores, são às carradas no Youtube
Mesmo que estas pessoas não sofram de daltonismo, infelizmente até parece.
Todas elas, veem o presente e o futuro de uma só cor, o mais negro possível.
Confesso que fruto da pesquisa que de longe a longe faço
digitando o meu nome, já tinha descoberto há algum tempo, estes castiços.
Venenosos o quanto baste, vão dizendo “por defeito”, algumas verdades. Na altura, tive
alguma vontade de colocar aqui o link, mas resisti.
*** ***
Mas hoje que o Manuel Carlos Macedo de Oliveira da 2506 “acho eu” me endereçou, aproveito para lhe agradecer o gesto, e coloco o dito no Blogue a fim de esquecer-mos um pouco a vergonha do acontecido no Quartel de Tancos e não só.
Neste país de inocentes "e de penas suspensas", onde corruptos, trafulhas cretinos e outros vigaristas se
sentem como se estivessem num paraíso, tenho dificuldade em encontrar
figuras que não tenham nada a ver com “a letra” das canções desta dupla.
Mesmo assim são brandos, pois mais ofensivos seriam, se chamassem “sérios e
honestos” à grande maioria das pessoas visadas que a tua imaginação consegue
discernir.
E como tristezas não pagam dívidas, vamo-nos divertindo com estes Pimentas.
Aproveitando o ensejo, podemos visionar o Grupo BANZA, um grupo pouco divulgado mas divertido de raiz alentejana cujo elemento principal António Farinha (o das anedotas), trabalhou comigo* na Siderurgia Nacional em Paio-Pires no SEIXAL.
"Vê, que não vais dar o tempo como perdido" (*)- Vários artistas pela “minha” empresa passaram, entre os quais destaco o
inesquecível e campeão do mundo “por diversas vezes” Raúl Mendes, do actual Trio - Mendes Harmónica Trio, ou do “antigo” Trio Harmonia. https://www.youtube.com/watch?v=ucalz13q-J4
Ao virar a placa Aberto/Volto já do meu BAIXATOLA BAR, interrompi por dias uma pequena remodelação que estou fazendo na minha casa de Vila Nova de Famalicão, para estar presente neste Convívio Anual combinado hà cerca de um ano.
Em pleno chocar de uma pequena gripe e um pouco combalido, apresentei-me mesmo assim quase ao nascer do sol (11 horas da madrugada) no local indicado e na companhia do nosso amigo Furriel Enfermeiro, Jorge Severino.
Para não destoar, a minha Rosa Augusta queixando-se que a tinha contagiado, por precaução e pior que eu, ficou em casa.
O grande realce deste encontro, não vai para a ausência im prevista de alguns, mas sim para a presença do Camarada do 4º pelotão José Dias, um transmontano "tal como eu" mas de Murça, que (46 anos depois) se apresentou pela primeira vez nestes eventos. Veio acompanhado da sua Esposa, Filha e Genro. Os netos ficaram na Suiça.
(Aqui na foto, é o extremo do lado direito )
Foi através do Nosso Blogue, que o Armando Miguel Bernardino que se encontra nos Estados Unidos da América bem como estes na Suíça, nos descobriram.
Um ainda não (é quase certo, que p'ró ano não faltará) e outro só agora, sentiu na pele a força da amizade que foi ganha desde o primeiro dia das nossas lides militares. Para verificarem o que tem perdido e a fim de lhes facilitar a consulta no blogue, podemos fornecer desde já, este link directo: Que "procurando" contém uma grande parte dos vídeos dos nossos Convívios.
Há excepção destes,
tudo o restante tais como: histórias, fotos, relatos, descrições e não só "serão encontrados", à medida que forem lendo o Blogue.
Durante o evento foi expresso alto e bom som, que devíamos alterar de local, ficando assente que o próximo será outro, havendo desde logo quem se tenha oferecido para realizar tal tarefa.
Logo que hajam certezas seremos contactados pelo amigo Aguiar, as quais serão anunciadas de imediato aqui no Blogue.
Também por isso, mantém-te atento.
A seguir, algumas imagens que ficarão para a POSTERIDADE "Fácil de me identificarem" (excepto na foto-geral) Uma vez mais ávido de protagonismo, sou aquele que não apareço.
Pela falta da colaboração referida, bem podia ter inserido
"na cabeça do filme, esta imagem" (3 em 1)
que concebi há mais de 40 anos.
Reparamos com agrado, que temos novos Seguidores do Blogue.
nomeadamente familiares do Camarada recém-chegado
Gostaríamos de saber qual a vossa opinião.
Certo?
Talvez não saibas que: Se Carregares nas fotos existentes no Blogue Elas aparecem ampliadas.
Ao ver este link do cão, que me foi enviado pelo Furriel Merca, recordei de imediato a postagem http://ccac2504.blogspot.pt/search?q=mondego aqui editada
no dia 2 de Fevereiro de 2016.
--------. Habilidade assim, só talvez o Mondego.
Pergunta o leitor: Qual Mondego? o rio que atravessa Coimbra?
Direi; E não só.
++++++
Vamos respigar ao livro Angola – As Brumas do Mato, do Alf. Milº Capelão Leal Fernandes, do BCaç 1930, uma “estória” enternecedora de amizade para com um Cão, retratado e comentado pelo lápis desse consagrado artista plástico, de nome Heitor Chichorro, na altura Fur. Milº da CCaç 1781, uma das Compªs pertencente ao BCaç 1930, sediado na Mamarosa.
No tempo do BCaç 1930, a CCaç 1781, que terá estado no Luvo e a seguir na Canga, andariam pelos quartéis muitos cães. Porém ainda no Luvo, um deles foi-se aproximando dos Fur. Milºs, e um destes adoptou-o, dizendo, este tem perfil de Sargento.
Ficou a chamar-se Mondego e criou uma tal afeição com o Atirador Fur. Milº Mota, que o passou a seguir para tudo quanto era sítio. Chichorro, já um artista, passa então a lápis para o papel, várias caricaturas do Mondego, que completa com palavras reveladoras da grande afeição, que aquele núcleo de militares passou a ter com aquele cão.
Nomeadamente “ meu amigo e companheiro Mondego”, “ para o grande amigo Mondego – esteja onde estiver”, “este animal não devia ser considerado cão”, “era extraterrestre – Mondego, cão humano”, enfim frases, com algum sentido de humor, mas ao mesmo tempo reveladoras de uma enorme afeição pelo Mondego.
a páginas tantas, podemos ler... E o seu dono Fur. Milº Mota remata nostálgico:
o Mondego devia ser o militar mais antigo do norte de Angola. Já lá estava quando nós chegámos. Fez várias comissões. Sem dúvida mereceria a alta patente de oficial.
E o Fur. Milº Heitor Chichorro com a sua fina sensibilidade de artista e de sábia admiração à mãe natureza e suas criaturas, diria: O Mondego era um cão medalhado. Ele bem merecia uma cruz de guerra.
*****
Não há muito tempo, num salutar Convívio "aqui já referido" que realizei no meu " BAIXATOLA BAR "
e que muito em breve se vai repetir, Convidei os Furriéis Vilela e Chichorro. Na amena cavaqueira existente, recordaram uma vez mais tal canídeo, deixando-me espantado com a ternura das suas descrições. Além de tudo do que já foi dito, para o Chichorro o cão era mais que um cão. Era um Cão-Leão.
Conforme anunciado e
posteriormente confirmado, realizou-se a Confraternização Anual, dos
Graduados da Companhia 2504. na data indicada.
O local escolhido
pelo organizador, não podia ser mais aprazível.
Estalagem Santo André em Aver-o-mar.
Quase com os pés na areia,
ficamos a-ver-o-mar a poucos metros de distância, como se pode confirmar na foto e no
pequeno filme abaixo.
« -:::::::- »
Com o belo dia de sol existente, só não foram somadas às entradas do "Menu" umas belas banhocas, porque a
temperatura não tinha, só uns grauzinhos a mais.
Indiferentes à ligeira
brisa, nadavam nas piscinas do complexo, alguns turistas “pela pinta”
estrangeiros. Para não sermos acusados de abuso de privacidade, essas imagens foram
censuradas*.
Decorria o evento com
a normalidade possível, eis senão quando fomos surpreendidos com a presença de
dois novos ex-guerrilheiros. Um deles tinha sido o grande chefe da Companhia
“comparada com a nossa” de maçaricos, que num salão contíguo também confraternizavam. Acercou-se de nós identificando-se, e por momentos usou da palavra. Ficamos a saber que
tínhamos algo em comum, pois percorreram em grande parte, as nossas pisadas por terras de Angola. Foram
ditas palavras sábias em relação à AMIZADE que adquirimos na “guerra”, que no
seu dizer e também no nosso “tal como já o tínhamos referido” perdura sólida ao
longo dos anos, livre de preconceitos ou interesses, mais parecendo uma
família.
Escrevi no dia 2
de Maio referente ao nosso convívio da Companhia
No pequeno filme abaixo:
Facilíssimo de
identificar, uma vez mais cá o Eu, é aquele que quase não aparece.
Avesso às selfies
cedi a máquina filmadora, e acabei por aparecer, mas desfocado.
Segundo a opinião do
Rebelo, o “catering” e Convívio, foi no seu entender, dos melhores já realizados
“não desfazendo os outros, como referiu”. Talvez “direi mais; Tenho a certeza”,
porque bem aconchegados nos sentamos numa só mesa, e assim a amena cavaqueira
foi das mais profícuas.
( Talvez não saibas que: )
Feita a chamada com todos
perfilados!... verificou-se que marcaram presença os seguintes militares com
suas consortes “ou talvez para Elas”, com os seus azares.
Furriel- Silva “o anfitrião”,
a sua Albertina e a filha Lara
Furriel- Pimenta e
a sua Rosa Augusta
Furriel- Vítor e a
sua Maria Rosa
Furriel- Rebelo e
a sua Fernanda
Furriel- Ascendino
e a sua Arminda
Furriel- Machado e
a sua Emília
Furriel- Alegre e
a sua Fátima
Furriel- Campos e
a sua Alice
Furriel- Jorge
Alferes- Costa
Capitão- Conde e
Silva e a sua Luísa
Quase no final do
evento estive debaixo de fogo, quando o Amigo de Bijeu “nosso transmissões”
armado em venenoso, quis amandar-me uma bazucada, que por falta de pontaria, me
passou ao lado.
Se ouvires com atenção, o nosso “sincronismo” no diálogo
- Como estás bela Dalila, tu usas
Tijolofila –
Apresentado no baptismo do nosso Conjunto POP a bordo do navio UÍGE na
ida prá guerra, e banda sonora do pequeno filme intitulado: Alguns dos meus Slides.