quarta-feira, 23 de maio de 2012

2006 - O Convívio do Furriel PIMENTA no seu BAR, o (BAIXATOLA's BAR)

Chegou a hora de esclarecer alguns leitores,
quanto às referências feitas ao BAIXATOLA’s BAR, editadas neste blogue.

“Para Confraternizar com os Amigos”, talvez por efeito do rebentamento da mina em Tancos fiquei afinal com uma “pancada”, a de construtor de BARes.
Conforme podes ver nas fotos, uns mais modestos (desde a mesinha de cabeceira), cujo penico fora trocado por garrafas, até aos mais elaborados em Luanda, no Grafanil, Zenza, Dange etc…
No Grafanil, empilhando as camas do Pimenta, Brito e Giga, arranjou-se espaço para construir o BAR


Já na peluda, após o Hectopieze BAR no Alentejo, estabilizei, ao “construir” ao fundo da minha garagem, o BAIXATÓLA’s BAR em Vila Nova de Famalicão.
É o menino dos meus olhos. Um local de convívio por excelência, onde costumo reunir com alguma frequência os Meus Amigos.

Consultando o Livro de registos dos
Eventos Mais Significativos no BAIXATOLA’s BAR

podemos ler a páginas tantas: Aqui começou e terminou no dia 10 de Junho de 2006, o Convívio dos Graduados da 2504. Foi neste local, a concentração e a partida do Pessoal em coluna táctica até ao Restaurante (A Mélinha) em Viatodos. Por uma quantia modesta, foram surpreendidos com uma ementa típica do Norte farta e variada, e segundo as críticas, do agrado geral.

No final do almoço, as tropas regressaram ao ponto de partida para levarem a cabo um golpe de mão.
Se em Vila Nova de Famalicão o dia era do Santo António, a tarde... Era Nossa.

Para a passar, além do bolo, ofereci uma sardinhada.
Produto comprado directamente na lota da Póvoa de Varzim. Convidei para isso,dois “páraquedistas”: o meu irmão para assador mór, e um amigo de infância que se cruzou connosco no Grafanil.

Para perpetuar o evento, ofereci a cada camarada, um DVD com os Meus Slides e um Prato em barros de Flor da Rosa. Todos iguais e todos diferentes, porque foram feitos e pintados à mão,
por alunos de uma Escola de cerâmica da cidade do Crato.

Lamentando não ter na altura uma máquina de filmar, podes mesmo assim e após alguns anos, confirmar a veracidade dos factos, visionando as fotos no final do vídeo

_(2006 – o Meu convívio no BAIXATÓLA’s BAR)_


Pelas 10 horas da madrugada do dia seguinte, recebi uma chamada telefónica do Capitão, que preocupado, perguntava:
Estão todos bem?!!!” essa não entendi, mas justificou.... É que tinha visto na televisão que existiu na noite de ontem "a do Convívio", chuva e vendaval que até destruiu o palco existente no campo de futebol onde decorriam os desfiles das marchas Antoninas, fazendo até vários feridos.

Confesso que não dei por nada, pois a essas horas Eu, o meu Irmão, e restantes famílias, dávamos continuidade à  “nossa festa” no conforto do BAIXATÓLA’s BAR

Um autêntico Bunker, Confirmei pouco depois, que tinha ocorrido um tornado cujo rasto era bem visível no jardim da rotunda, ao ver arrancadas pela raiz várias árvores de grande porte.
Mas, gente do norte não se atemoriza! até os comemos.

 




 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Lembra-te que: CAMARADAGEM, não é aquilo que existe nas bicicletas...


Um dia na companhia da COMPANHIA DE CAÇADORES 2505

Ao abrigo das boas relações, aceitei com todo o prazer, o convite para passar o dia 12/05/2012, na companhia da
Companhia de Caçadores 2505.

Foi um convívio saudável a que pude assistir, semelhante àquele que Eu vivi uma semana antes no 20º Convívio da Minha Companhia (2504), conforme podes testemunhar no vídeo disponível neste blogue.

Passados mais de quarenta anos, reconheci aqueles com quem mais lidei de perto. Detectei um pouco de esquecimento no Oliveira, pois não se recordava que também Eu à semelhança Dele e do Simões, era “bombista” do Curso de Minas e Armadilhas.
Dei a conhecer ainda a existência do blogue da 2504, tendo verificado nos dias seguintes um acréscimo de visitas, o que me satisfez.

Em Resumo:
Fui recebido com pompa e circunstância. Com as mesas formadas em U, fiquei sentado no topo, num lugar de destaque ladeado dos meus Amigos Merca e Simões.

Por não existir livro de reclamações, e farto de comer e beber, aqui afirmo:
Só aceito ir no próximo se for maltratado, e passar fome. Assim não dá.
Não há barriga que resista.




quinta-feira, 10 de maio de 2012

Alguns dos Meus Slides, com banda sonora "exclusiva"

Tal como escrevi  num comentário, também aqui Faço a mesma sugestão:

Podes reviver emoções, escutando com atenção a banda sonora deste pequeno vídeo, que te levará a bordo
do navio UÍGE na noite  de estreia do nosso
"CONJUNTO POP".

Intervalando as músicas, escutas as vozes dos
Furriéis Manuel Pimenta e Vitor Santos, no diálogo
(Como estás bela Dalila...tu usas Tijolofila)

"Vê" ainda se descobres os teus aplausos ou voz, quando desafinaste ao cantar os Hinos do Batalhão e da Companhia.




segunda-feira, 30 de abril de 2012

A imaginação fértil de um Vagomestre


Encontrei no meu arquivo da "Guerra da 2504", um recibo cuja história não recordo. Por se tratar de almoços, enviei uma cópia a um vagomestre, o Fernando Santos da 2505.

Armado em Sherlock Holmes e mesmo sem lupa, não tardou a deslindar o mistério à sua maneira.
Será Verdade? Será Mentira? Sinceramente não faço a mínima ideia.
Mas aqui vai a descrição sem tirar nem pôr. 
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O Furriel que andou “desenfiado”...
Um camarada Furriel, tinha passado férias, no “puto”, depois de um ano complicado na guerra de Angola, dividido entre a intervenção na rede de Luanda e o Dange. As férias tinham sido ótimas, onde confraternizou com familiares, amigos e a namorada que tinha deixado na terra, situada em NINE, nesta bonita zona do nosso país (ver mapa da região), mas passaram rápidas.

 
 
De regresso a Angola, a sua companhia encontrava-se no mato, e o Furriel não lhe apetecia regressar aquelas paragens, já que o fim daquela missão, estava preste a terminar, e o seu regresso a Luanda estava para breve. Então começou por a fazer conjeturas, “se me apresento no Batalhão, mandam-me para junto da minha companhia, ou em alternativa, fico no batalhão, e tenho de pagar essa estadia com inúmeros serviços”. 
           
Pensou então: “e se não me apresentar? Tenho uns amigos em Luanda, com um apartamento que posso dividir com eles e assim livro-me de ir para o mato e dos serviços no batalhão”, e se bem pensou melhor o fez, mas existia uma dificuldade, não tinha dinheiro para a alimentação, rapidamente resolveu o problema, conhecia o Furriel gerente da messe de oficiais e sargentos do batalhão, seria fácil convencê-lo a facilitar essa pretensão, e tomar as refeições na messe, falou com o camarada, e ficou tudo acertado.
Dormia até meio da manhã, levantava-se e apanhava o machimbombo militar na Mutamba e dirigia-se à sede do batalhão no Grafanil, onde conforme o combinado, saboreava as magníficas refeições, que eram ali servidas, ao fim da tarde voltava a tomar o mesmo transporte de regresso a Luanda para as noitadas com os amigos, e assim passaram 20 dias, antes do regresso da companhia, decorrido esse tempo, apresentou-se para retomar a sua atividade normal.
             
-          Mas, acontece que o camarada Furriel, gerente da messe, o procura e diz-lhe:
“     Oh camarada ainda não pagaste as refeições que tomaste na messe”.
-          O camarada Furriel perguntou:
-          “Então, mas tenho de pagar?”.
-          O camarada Furriel, gerente da messe, respondeu:
-          “Claro, camarada, andaste “desenfiado” e ainda querias comer à borla?”
E assim o camarada furriel não teve outro remédio senão pagar a dívida (ver recibo).