terça-feira, 24 de julho de 2012

Tropa assim... só de Elite.




CANGUMBE - Leste de Angola

Como de costume, alguns ficavam tranquilos a são e salvo no bem bom do arame farpado, enquanto que uma vez mais, os operacionais arriscando a vida, eram escalados para nova missão.
Na manhã seguinte, de novo e à hora marcada, o meu Pelotão (o 3º) embarcou nos Unimogues e foi como sempre, lançado lá longe, onde não era mais possível às viaturas ultrapassar o obstáculo, normalmente um rio.

Sem pontes, e a partir de agora sem carros, deslocava-mo-nos "a penantes", e era a altura de pôr à prova o que tínhamos aprendido. Quem não se lembra de entre outros, das travessias dos rios Dange, Munhango, Lunguébungo ou Caxipoque?. Ignorando quem sabia nadar, e com a ajuda de todos era hora de o atravessar. Alguns de botas ao pescoço, mas todos com a G3 e os pertences no ar "principalmente o casqueiro", a custo chegávamos à outra margem. Depois retiravam-se caso fosse necessário, as sanguessugas que se tinham agarrado.

São experiências e sensações que os nossos amigos “mangas de alpaca” felizmente desconhecem. Uma vez mais ficavamos encharcados até aos ossos, dando para sentir e até ver a roupa a secar no corpo, olhando o “fumo” que saía de nós.
Iniciamos assim a caminhada, mas a única pessoa que minimamente conhece a zona é o Guia. Um preto com ispértu nuz kabessa, que sinceramente não me inspirava confiança.
Reparei que não ficou muito contente, quando logo no início, quis que lhe dessemos uma arma para defesa pessoal, alegando que os colegas "que rendemos" lhe emprestavam uma Mauser, mas não convencido, teve de se satisfazer com a autorização para usar a sua catana.

Lembro-me muito bem que é a mesma pessoa que numa operação recente nos obrigou a cavar “uma sepultura”, porque nos atemorizou.
Disse: Meu Furiel, aqui não são us militar que procura us turra, mas us turra, que procura us militar. 
É certo que viemos para aqui, porque camaradas tinham sido mortos de madrugada, numa emboscada enquanto dormiam. Sugerimos então, “já não era a primeira vez”, que alterássemos o sítio para dormir, dado o barulho feito durante “o jantar”.
Eu no lado direito da foto, o Guia no centro.

Com toda a cautela e aproveitando o pouco luar existente, em silêncio e em fila indiana atravessamos a chana, andando algumas centenas de metros direitos a uma mata cuja silhueta ao longe, nos pareceu ser um local ideal para pernoitar.

Como durante a tarde, tínhamos descoberto algumas pegadas de pés descalços, depois de uma troca de impressões com o alferes Costa e o furriel Brito, achamos por bem, Eu armadilhar o trilho de acesso.

Sem fita métrica ou bloco de apontamentos, olhei demoradamente o local tentando memorizá-lo, e aconselhei a que ninguém se desloque demasiado. Quase às escuras, com o cuidado possível atei uma granada armadilha “instantânea” a uma árvore e "no trilho de chegada" estendi um arame de tropeçar com a devida folga, não fosse surgir uma ventania e oscilar demasiado as árvores.

Extenuados do cansaço, e depois de designados os sentinelas, voltamos ao silêncio da noite, interrompido como sempre pelas vozes da selva de onde sobressai os sons parecidos com assobios, que me causam apreensão por parecerem turras numa troca de sinais.
 
Os minutos passavam e já noite serrada, ouvimos uns ruídos estranhos. Que seria?: Mas logo descobrimos que era o Guia, o autor dos mesmos. Com medo de ser atacado, quis fazer uma vala para se proteger, o que nos levou a "seguir o seu conselho”.

Como a faca de mato "mais conhecida por Punhal" pouco dava para cavar, quando o Guia terminou, acabei por lhe pedir a catana para “tacteando” acabar o meu esconderijo. Era um abrigo com pouco mais de palmo e meio de profundidade com um muro “generoso” a toda a volta feito com a terra retirada do buraco. Dadas as dimensões, permaneci esticado e quase sempre deitado na mesma posição por causa do que devia ser uma maldita raiz da árvore ao lado, que me magoava as costas sempre que rodava o corpo.

Mais devido ao enorme frio da noite do que ao receio de ataque, pouco ou quase nada dormi. Mesmo assim, recordo-me de acordar enregelado, firme e hirto. Com dificuldade exercitei braços e pernas e pouco depois desmontava a armadilha descoberta a grande custo, pois aquilo que na noite parecia uma rua de acesso, não era mais do que um recente trilho no capim, criado por nós.
De seguida, "com o credo na boca" partimos continuando a operação direito ao objectivo traçado. Afastados uns metros do local, olhei para trás e jamais esquecerei aquela visão dantesca.
Parecia que tínhamos acabado de sair de um cemitério*
com as campas abertas. Impressionado, olhei vezes sem fim, lamentando não ter na altura, a minha modesta companheira Yashica Linex 5000E.
Exposta no meu museu do BAIXATOLa's BAR
 
Além da G3 e “cartucheiras”, de duas granadas defensivas, do saco de dormir, da faca de mato, do cantil da água, “era” costume levar a minha máquina fotográfica. Por ser o Técnico de Minas e Armadilhas, levava também quase sempre, uma granada armadilha, arame de tropeçar, petardos de TNT mais conhecido por trótil, uns metros de cordão e alguns detonadores. Por ser fumador, carregava ainda com os inevitáveis maços de tabaco correspondentes aos dias previstos de ausência do quartel.

A quantidade de rações de combate dependia dos dias para a operação. Muitas delas de sete dias, eram sete as rações. De mochila às costas, por ser magricela, os meus ombros ao fim de umas horas de caminhada costumavam sangrar. Antes que tal acontecesse, improvisava por vezes uma almofada com o ponche, que mal resultava, mas nada disso impedia a missão.
Dos fracos não reza a história.

Era normal desfazermo-nos de tudo o que pesava quando fazíamos uma operação. As caixas de cartão das rações, algumas latas de conserva, as chaves de as abrir "excepto uma", muitas guloseimas e até o papel celofane eram retiradas para reduzir o peso, e guardado na caserna para alguma ocasião especial. Só muito poucos "com grande cabedal" não se importavam de carregar com tudo, chegando a haver os que partiam com algumas garrafas de cerveja na mochila, cuja frescura desaparecia ao fim de poucos minutos para quase não dizer, segundos.

De saco às costas e arma em posição, apreensivos e em silêncio, lá íamos caminhando de novo debaixo de um sol abrasador. Uma vez mais ignorávamos a posição do inimigo. Consultando a bússola e a carta topográfica verificamos pela escala que, talvez mais um dia e atingíamos o objectivo. Extenuados da caminhada, estávamos ansiosos (dado a hora tardia) de encontrar novo local para descansar. E eis que umas horas depois ele surge convidativo para jantar, bem como talvez pernoitar. Tudo vai depender do barulho feito que nos poderá denunciar, ou até quem sabe, da opinião do Guia.

Como sempre, evitava trocar o belo casqueiro saído recentemente do forno “crocante na partida” e que levava dentro de um saco de plástico, pelas bolachas de água e sal. Com o saco bem atado, e depois de retirada a quantidade estudada a cada refeição, servia normalmente, de travesseiro para dormir. Espalmado e sem graça, cada vez mais fofinho, acabava ficando em migalhas de pão.
As latas de sardinha de hoje feitas em alumínio e de abertura fácil, são bem diferentes daquelas em chapa e com a tampa soldada a estanho. Ao almoço foi atum, agora para o jantar, é a lata de sardinhas que marcha.

Cansado e faminto, encostado ao saco que faz de mochila, e de pernas cruzadas preparei-me para dizimar o lauto repasto. Há falta de mesa e toalha, abri o lenço e limpei a área dos arbustos e folhas, deixando à vista alguns bicharocos residentes naquelas matas.
Munido da única chave abre-latas, com cuidado enfiei a aba da tampa da lata na ranhura da chave. Rodando com algum esforço e cuidado para não me cortar, a tampa lá se ia descolando da lata enrolando-se como sempre, mais parecendo uma mola. Quando estava quase toda aberta, escapou-se-me a lata das mãos, e num ápice vi o meu jantar ser catapultado projectando-se a uns dois metros de distância. 
Em desespero, rapidamente procurei pelas minhas ricas sardinhas, que jaziam inertes, espalhadas entre as folhas e já cobertas de bichinhos e afins. Com uns sopros e beijinhos, uma a uma retomaram o seu lugar na respectiva lata. Com um ""misto" sabor, a terra com sardinhas e formigas, souberam-me divinamente.

Nesse momento, em silêncio, pedi desculpas à Minha Querida Mãezinha pelas figuras parvas que fazia, quando "lá em casa" por acaso encontrava algo estranho na comida, por muito pequeno que fosse.
*(Talvez Michael Jackson, se tenha baseado naquilo para fazer o vídeo - Thriller)

terça-feira, 17 de julho de 2012

Se bem me lembro...


Bairro do CAZENGA: Uma vez mais, a ronda.

Desta vez fomos alertados pelos residentes, que diziam ter apanhado um “pilha galinhas”, e lá estava ele choroso de pé, em cima de um pequeno banco, atado a um mamoeiro. Quando o desamarrei, impressionou-me ver os vincos nos braços do meliante, fruto de um demasiado aperto da corda que o amarrava.
Recordo o medo estampado no seu rosto, não por ir preso mas porque “segundo dizia”, não tinha os braços. Por falta de irrigação sanguínea estavam dormentes, pedi que os rodasse, o que fez de imediato e com tanta força que parecia querer levantar voo.

Ao longe ouvia-se uma cantoria. Mais tarde, quando o levávamos para a 7ª esquadra,  verifiquei tratar-se de um funeral. Por respeito, todo o pessoal se calou, dando assim para ouvir bem o que disse um "branco de 2ª" que já de grão na asa, falou: isso mesmo nosso furriel, leve esses turras para a prisão, por causa desses merdas é que existe a guerra, etc. etc. Mas não ligamos.

No regresso, ainda lá estava.
Cada vez mais bêbado, reconfortava agora a viúva, continuando a beber "à saúde do morto".
Mandou mais umas bocas, de novo não liguei, mas o 1º cabo Mourão não: Identifique-se por favor. 
Ó pá desculpa, não tenho comigo a identificação. Ai não tem? Então acompanhe-nos. Sou branco, sou camionista, sou português, …sou tudo. Exacto, por isso mesmo, vai preso. E foi.
 ..........+++.......... 

De novo, no Musseque do CAZENGA. 
Logo de manhã à nossa chegada, fomos recebidos quase de braços abertos por outro camionista. Conduzia um camião carregado de café e desde a madrugada, que ansiava pela nossa presença. Estava enrascado, porque enfiou o camião numa vala e não conseguia sair.

Os moradores do musseque, andavam a fazer uma casa nova.
Para ligar a água do fontanário existente no outro lado da rua, abriram uma vala para passar a mangueira, tendo o cuidado “para ninguém cair” de a tapar, metendo um ligeiro passadiço. Era uma vala tão pequena, que deu para enfiar o rodado da frente do camião, ficando pendurado pelo radiador.
O meu Unimog era o “burro do mato”, equipado com o famoso guincho, que quando necessário, nunca nos deixou ficar mal. Era preciso a sua ajuda uma vez mais.
Sem demoras conseguiu-se desenrascar o senhor. Agradecido puxou da única nota que tinha, “segundo disse” uma nota de 500 angulares, que quis dar. Recusei por diversas vezes, mas dada a insistência, um soldado acabou por dizer: se o meu furriel não quer, queremos nós. O camionista ouvindo, deu-lhe a nota. Uns minutos depois, combinamos gastar tal quantia no marisco.

Fomos a um restaurante no Cacuáco. Era um local à beira-mar, com uma esplanada e mesas redondas, com telhado “também redondo” em capim. Habituados aos preços na metrópole, esclarecemos de imediato o dono, que aquele dinheiro seria só para o marisco, as cervejas seriam à parte.
Eramos quatro de cada lado, atrás no banco, mais Eu e o condutor à frente, no total 10 militares. Lagostas, lavagantes, e “outros répteis”, foram até fartar. Continuavam a ser servidos mais e mais pratos do material e avisamos o dono. Esclareceu que estava tudo bem e que as cervejas estavam incluídas. Não pode ser. Achamos demasiado, e voltamos a avisar.
O tempo foi passando, e empanturrados, resolvemos dar o fóra antes que revisse as contas. Uns 100 metros percorridos, e ouvimos o senhor a chamar bem alto. Meu furiel, Meu furiel.
Pronto, “estamos tramados” bem dizia-mos nós. Sem mais dinheiro, agora vai ser bonito, vamos ter de deixar as G3 de penhora.
Comprometidos, voltamos e não queríamos acreditar. Queria dar-nos 200 de troco. É chefe! Fique lá com o troco.
Agradeceu, e sorridente disse: Voltem Sempre.

sábado, 26 de maio de 2012

Convívio com a presença do Furriel Carvalho


Aqui vai, mais um pequeno e valioso filme.

Trata-se de mais um convívio, este realizado pelo Rebelo, designado na altura por (Convívio dos Furriéis), a data não sei precisar. Espero que, o organizador ou outro, ao ver estas imagens, me contacte para ficarmos com a certeza de quando foi.

Podemos reparar que já foi há bastante tempo, pois além de estar presente o nosso saudoso Amigo Furriel mecânico Carvalho “brejeiramente” conhecido pelo Barriga d’oleo, também era (como vais ver) na altura em que os nossos filhos nos acompanhavam incondicionalmente para todo o lado. Cabe agora a vez dos netos.

Ao ver estas imagens começo a pensar com os meus botões: Será que estamos a ficar velhos? Talvez…





LUNGUEBUNGO:-(1ª parte)


= Lunguebungo =


Destacados da Companhia que estava aquartelada no Lucusse, o meu pelotão foi para o Lunguebungo dar protecção à J.A.E.A. (Junta Autónoma de Estradas de Angola) que fazia na altura, uma pista de aviação para os Fuzileiros.

Aqui tivemos uma vez mais, a confirmação de que a guerra não era igual para todos. Enquanto que os da Marinha viviam à grande e à francesa com todas as condições "que considero serem as ideais", nós do Exército, mais precisamente da Infantaria, éramos  uma miséria franciscana. 

Os Fuzos tinham instalações de pedra e cal, nós as simples tendas de campanha. Os Fuzos tinham geradores eléctricos, e nós à luz das velas. Desde há muito que tínhamos o stock das camisas (e não camisinhas) dos petromax, esgotado.

Entretanto refiro, que durante a nossa estadia tivemos uma sã convivência com estes fuzos, mesmo até uma relação de amizade. 
Ao terceiro dia nesta povoação, tivemos a visita de um Fuzo, que montado no seu belo Unimog a gasolina, veio transmitir um recado do comandante.
Os Senhores tem de comparecer hoje sem falta no quartel dos fuzileiros, até à hora do jantar.
É pá!...Será que era nossa obrigação, apresentarmo-nos aos Fuzos, quando rendemos a nossa tropa? Estamos tramados!...


Apreensivos, lá fomos (o alferes Costa, Eu e o furriel Brito) a cavalo num "burro do mato a gasóleo", pensando na repreensão que íamos levar.

Fomos recebidos à porta d'armas  com todos os salamaleques, e "dentro" ao sermos anunciados, ouvimos um arrastar de cadeiras. Uma porta se abriu e entramos na enorme sala de jantar.
Todos de pé à volta da mesa, com um sorriso malandro destacou-se o Chefe.

De imediato em silêncio, escutamos:
Constatamos que os senhores ao fim de três dias por estas paragens, cometeram três faltas graves. Ou seja: Não se dignaram fazer-nos uma visita de cortesia para jantar connosco. Que não se repita. Boas vindas, sentemo-nos e bom proveito.

Agradavelmente surpresos com tamanha simpatia, depois de bem comidos e bem bebidos, ouviram as nossas carências. Para nossa surpresa, no final do repasto, ofereceram-nos uma mão cheia "das ditas" para os petromaxes.

Depois disto e no que respeita ao futebol, as nossas tropas nos frequentes confrontos, demonstravam que afinal sendo diferentes, éramos iguais ou até melhores.

 Quartel dos fuzileiros
O nosso pão continuava a ser cozinhado num forno a gasóleo, dando bem para notar no  seu sabor. O cozinheiro já tinha revelado por diversas vezes, que se tivesse um forno a sério e a lenha, “outro galo cantaria”.

Um dia fizemos-lhe a vontade. Pedi ao Sr. Silva (o Samuapa*) chefe da brigada da JAEA, que no regresso do trabalho trouxesse umas pázadas de barro para construirmos um forno.
E dito e feito.
Supervisionando a obra, e baseado nas indicações existentes nos manuais de sobrevivência, orientei a construção. Em vez de cimento armado, fizemos em barro aramado. Há falta de ferro, a estrutura foi executada com pequenos ramos e canas. Sem tijolos, fizemos uns moldes para executar adobos com uma mistura de barro e capim.
Confesso que já sonhávamos com um belo assado: quem sabe, talvez no meio do tabuleiro que tinha sido usado pelo mecânico para lavar as peças, uma "cabrinha do mato" rodeada com batatinhas novas (velhas, cortadas em quatro e arredondadas nas pontas), acompanhada pelas Cucas ou Nocais da nossa arca frigorífica a petróleo...
*******
Trabalhando com afinco, logo no segundo dia encheu-se desde a base à soleira. No terceiro, enquanto que o sol abrasador dava consistência secando o barro, com muito cuidado fez-se o “vigamento” da parte superior.
No quarto dia, entusiasmados, começamos bem cedo, terminando a obra ao final da tarde.
Extenuados, e depois de comer aquela que seria talvez das “últimas” rações de combate ao jantar, recolhemos aos nossos aposentos para um descanso bem merecido.
A partir de agora, é que vai ser….

Era noite cerrada, quando ouvimos uma tremenda explosão.
Teria sido um ataque? Uma bazucada?

Agarramos de imediato na G3, mas logo se descobriu o que acontecera.

A culpa foi do cozinheiro que ansioso por inaugurar o forno, não esperou pelo dia seguinte. Vendo que a obra estava concluída, e “como ainda era cedo” quis fazer um teste. Para fazer as brasas, acendeu uma pequena fogueira que se apagou logo após. Com o ambiente húmido e água ainda a escorrer do tecto, fez mais três tentativas que não resultaram.
Então pensou numa solução drástica e infalível.
Vendo que a fogueira uma vez mais definhava, dirigiu-se a um Unimog e sacou o jerrican.
Consciente do perigo "segundo disse" e a uma distância segura, para atiçar o lume lançou uma golfada de gasóleo directo à fogueira!... 

Resultado: Ainda o encontrei petrificado (qual estátua) com o jerrican na mão todo negro e chamuscado, só quando o abanei é que reagiu. A tragédia estava à vista. 

Com poucas horas de vida, a abóbada do nosso querido forno
tinha ido pelos ares.