sexta-feira, 3 de agosto de 2018

EMPRENHAR PELOS OUVIDOS


(já que não tenho facebook, e para me defender…)

EMPRENHAR PELOS OUVIDOS!-

Quando conheci esta expressão na sua plenitude, trabalhava como Desenhador de Máquinas na Siderurgia Nacional; Já lá vão uns anos.
Tudo por culpa de dois cretinos (o que inventou e o que acreditou).
Eu conto:

- Na rede de Gás de Coque da Siderurgia Nacional que interligava a Coqueria com o Alto-forno, existia “entre outras” uma válvula DN600 com quase 30 anos de funcionamento. Embora o corpo da mesma ainda estivesse capaz, as peças no seu interior fartas de serem “beneficiadas”, estavam na última. De novo nas Oficinas Gerais para mais uma revisão, era a altura ideal para a substituir já que o desgaste chegou ao limite.

Contactado o fabricante inglês, respondeu que há muito a deixara de fabricar e não tinha peças de reserva. Se necessário e com tempo, conseguiriam fornecer uma igual.
***
Dada a urgência, autorizados e em reunião, decidiu-se para não gastarmos uma “pipa de massa”, que seriamos nós a fabricar o “miolo” da dita. Para tal era necessário os desenhos.
Rapidamente se descobriu no arquivo a existência de “quase” todos. Quase, porque faltava um dos principais.
(Era uma das tácticas dos fabricantes)

Não há problema; O Marques Pimenta é Desenhador.

Combinado com as chefias marcou-se o dia e a hora, e fui ás Oficinas Gerais ter com o Serralheiro que esventrava a dita. Verifiquei que “a procissão ainda ia no adro” e resolvi dar um giro.

Mais tarde ao voltar, descobri que a coisa não evoluía e vi o problema.
O “sarralheiro” de marreta em punho, insistia erradamente de um lado, tentando desmontar um veio que (segundo o desenho de conjunto) era cónico e informei o camarada disso. Mas barimbando-se no que lhe disse, estupidamente continuou a "marretar" do lado contrário.

Para não ferver, dei novo giro.
As horas foram passando, e… “voilà”. A peça estava desmontada e o artista ausente.

Rapidamente fiz uns croquis, tirei as medidas e regressei à base.

Quando cheguei ao gabinete o meu chefe perguntou: O que aconteceu lá nas oficinas? Nada, porquê?

É que o “ingenheiro” telefonou-me, dizendo que você andou a ensinar um funcionário a trabalhar.
E fiquei incrédulo, pois tinha-o em boa conta.

A partir daí fiquei-lhe cá com um pó... Sem me ouvir,
EMPRENHOU PELOS OUVIDOS”.

O Chefe ao ouvir a “minha versão”, ensinou-me:
Quando é assim, a gente deixa-os marrar.


Esta, uma história antiga que infelizmente hoje se repete.
Quando menos se espera, há sempre um cretino que delira por inventar mentiras.

Referindo-se a mim, escreveu que no Luso:
Abusei da hospitalidade e que acabaram por me expulsar.

Acabo assim por descobrir um novo significado. Quando aparecer nas palavras cruzadas “aldrabão/mentiroso” com 4 letras, já sei o que escrever (MOTA). Descobri também “porque li”, que existe quem “sem saber de nada” acredita piamente (até reforça) no 1º, deixando-se “emprenhar pelos ouvidos”, e não deviam.

Perante isto, preocupa-me pensar que este cretino inventor, na sua vida profissional, tenha tido esta veia poética ativa (melhor dizendo: de MENTIROSO) para com os colegas. Segundo parece, um espécie de “olheiro”, pode ter tramado a vida na maior safadeza a qualquer incauto colega do lado. Só Deus sabe, ou talvez não. Dos zum-zuns, não se livra.
Continua? Talvez! …

Tranquilo, verifico que “descontando estes” todo o mundo gosta de mim.
A minha vida profissional e tudo onde interferi; Me enche de orgulho e perduram no tempo. Pois nem a “talhe de foice”.

Vejam-se dois exemplos de agora “desse tempo”.

Quando há poucos dias enviei estas fotos que encontrei no fundo do baú, ao meu Amigo Palma Lopes que também era Desenhador. Respondeu:
Adorei ver estas imagens. Acho que sou eu que estou aí contigo não é?
Tu, a tua bata, e a tua prancha de croquis. És inconfundível. Lembro-me perfeitamente da tua imagem. E lembro bem da obra.

(MONTAGEM DE UM RESERVATÓRIO de Nitrogénio Líquido "ou AZOTO")

Não é todos os dias que temos oportunidade de ver estas coisas. Até os minis… bons tempos. Abraço.


Execução do Maciço de fixação (início)



(Quase concluído)


Descarga no cais, do Reservatório fabricado na Inglaterra.
(Eu agarrado à Zebra, a meu lado o meu ”Director” e ao longe em frente, os Fuzileiros do Vale do Zebro)



RESERVATÓRIO (descentrado propositadamente, para passar ao lado do Alto-Forno)


O transporte (entre o Cais e a Central de Oxigénio)




Montagem
Ao lado, o Vaporizador do azoto líquido (a 196 º negativos). À frente, o 1º pilar da nova linha de fornecimento)

(Em pleno funcionamento)
Ainda hoje este reservatório “agora pertença dos espanhóis”, continua Firme e Hirto.





Enviei mais esta foto: (Maciço oscilante da Rectificadora  dos cilindros de compressão)
dos Trens de laminagem da chapa-a-frio.



Sabes que não estava mesmo a ver que obra era. Tu és o 1º da esquerda.

Agora sei e lembro perfeitamente... A rectificadora ainda lá está junto à porta do escritório do antigo armazém. Foi obra do Zé Raúl*,  cada um tinha as suas.
No entanto, como  era habitual, até pela curiosidade desta, passei por lá também.
Bons tempos
Abraço


Notas: (*) O meu malogrado Amigo José Raúl. Um nortenho da zona de Viana do Castelo, era Filho do Mestre Sousa “Homem de confiança do patrão Champalimaud”. O Zé era um dos raros Portistas existentes na Siderurgia. Acompanhei-o algumas vezes ao campo dos índios, para ver o Nosso Porto.


Nota. Um Maciço de várias toneladas oscilante ou “flutuante”, construído à cota zero dentro de um enorme Tanque. Desencostado, é suportado por várias dezenas de molas helicoidais, afim da Rectificadora de mós não “sentir” as vibrações existente na nave (a maioria oriundas dos 3 trens de laminagem da chapa a frio) onde foi implantado. Nessa máquina (Rectificadora Churchill, comprada na Inglaterra em 2ª mão), o grau de acabamento da superfície dos cilindros rectificados, é de três triângulos. (Para melhor compreensão dos leigos na matéria, poderemos dizer “Espelhados”)

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Complemento... Directo.


Descobri um pouco mais a páginas 45 do meu livro
Batalhão de Caçadores 2872
(HISTÓRIA DA UNIDADE)

. Como se vê, apesar de:

Em vez de fogo de artifício, termos sido recebidos com fogo real;
a Companhia 2504

 não se confinou ao sossego do lar. Confirma-se uma vez mais, que
também no DANGE nos fartamos de arriscar a pele.

Era a tal zona na Mata dos Dembos, que o Amigo Merca refere e muito bem de
"Perigosa"


Talvez não saibas Que:

Não te esqueças, de Renovar a CARTA



segunda-feira, 16 de julho de 2018

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Finalmente... Um CARRO

Camaradas:

Se o nosso governo se lembrar um dia, de fazer o mesmo que o de Angola fez, muita malta vai ficar feliz.

No entanto se o critério for o mesmo que este "Tuneza" preconiza, estou tramado.

Ex-combatente convicto, que a toda a hora ameaça desencavilhar uma granada, para mandar alguém pelos ares.

Ao contrário de alguns que até parece que fizeram a guerra sozinhos; Além de não ter matado ninguém, também não sou associado na Liga dos Antigos Combatentes.

Ri um pouco, pois vale a pena



domingo, 1 de julho de 2018

A promessa

Ao contrário de alguns, Eu não brinco em serviço.

Após mais uma incursão
à linda Cidade de Famalicão,
Para novo Convívio* do Pessoal
do meu Curso Industrial.

(Rima e foi verdade)

Cumpro o prometido.
http://ccac2504.blogspot.com/2017/11/mestre-giga-e-o-virar-de-pagina.html


Aqui está a foto do pequeno Quadro que o Furriel GIGA me ofereceu um dia, “talvez” no ano de 1975 ou 76.


Para o perpetuar e em sua memória, este quadro fica agora exposto
"em permanência" no altar da 2504, do meu
(BAIXATOLA  BAR)

Local onde "tal como em 2006" terminará o Convívio (2018)
dos GRADUADOS da 2504
que este ano me compete organizar.
Não satisfeito, “também pendurei” uma pequena reprodução que pintei em acrílico, de um quadro a óleo que Ele colocou em destaque "tal como regista um dos meus slides" no Nosso 
PEQUENO BAR
nas instalações do Grafanil.





( GRAFANIL )

Conforme já aqui descrito, este BAR "não existindo" surgiu dentro ao fundo da caserna, graças ao espaço ganho no aperto, que tanto Eu (Pimenta) como o Giga e o Brito nos sujeitamos, empilhando as três camas em Beliche.

Como se vê na foto; Sem portas aldrabas ou fechaduras, nem mesmo um energúmeno a barrar a entrada "como acontece nos dias de hoje", o seu acesso era livre e concorrido.

Cheio de artefactos indígenas e instrumentos do Conjunto POP, raro era o dia em que não houvesse um pouco de música ao vivo, e um reparo do Brito queixando-se  da descida acentuada do nível na sua garrafa de whisky.


O "verso" do quadro servia às vezes, de ecran na projecção de slides.


Como ainda estavamos todos reunidos, desafio algum leitor a contar algo que recorde, vivido neste agradável recanto, que "com poucos dias de Angola" considero ser,
o primeiro BAR da 2504.

Aqui a confirmação da minha pintura, no pequeno filme que se segue.


* Convívio que "após o Restaurante" terminou uma vez mais no BAIXATOLA BAR, desta vez "conforme sugerido na convocatória", com um rodízio de (duas ou 3) anedotas para cada um.

Sabendo que Comercuzólhos é sempre agradável; Com o comes e bebes misturei alguns efeitos luminosos das minhas xenezices, fruto da pachorra na arte de bem soldar, mas não só.


Aqui a Amostra