sábado, 11 de abril de 2020

2020 - PÁSCOA



CAMARADAS

Está a chegar o dia das amêndoas. Só que desta vez as ditas, viraram Favas.
Era exactamente para esse lugar, que gostaria de mandar este malvado vírus.

Resta-nos a consolação que "como escreveu o nosso Camarada Furriel Vitor Santos num sms que me enviou" este fdp não vai conseguir acabar com as nossas amizades.

*********
Está a fazer um ano, que dei um giro até ao meu BAIXATOLA - BAR em Famalicão, onde vivi uma vez mais a tradicional azáfama da Páscoa de engalanar as ruas para receber o "Compasso".

Embora tendo vivido no Norte vários anos, talvez por ser filho de Alentejanos, nunca vivi estes dias com o "fervor" daquelas gentes.


Por falar em "Fervor"; veja-se imagens destes inconscientes, captadas na zona de Barcelos, no dia de hoje "Dia de Páscoa".

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Para mim, talvez devido ao meu passado, recordo mais o Compasso como um instrumento de trabalho na altura que fui Desenhador, tal como os Rebitógrafos, Tira-linhas, Transferidores, Réguas e Esquadros.

Desses tempos, "ainda guardo religiosamente" o meu Compasso Kern, a minha Régua da cálculo Ariston, o Paquímetro Mauser, a Calculadora Texas-Instruments, etc...e tal
entre muitas outras reliquias.
Muitas destas, expostas no Museum tecnológico do BAIXATOLA-BAR
+++
Vila Nova de Famalicão.
Uma Cidade de gente de trabalho, que ainda há pouco foi criticada pelo seu comportamento,
perante o perigo de contágio do Covid-19.

Pelo que sei "fontes fidedignas", aquele trânsito numa das poucas ruas que têm semáforos que foi divulgado pelas televisões,
não se dirigia à feira semanal, (realizada com três ou quatro gatos pingados) mas sim, resultou do impedimento do trânsito em três ruas em simultâneo, com obras de alcatroamento.
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Ao falar da Páscoa, recordamos sem querer os Coelhinhos

Só que Eu, 
Recordo de imediato a história do coelho do Furriel Campos em 2014

(se a quiseres recordar, carrega no link abaixo)
 https://ccac2504.blogspot.com/search?q=coelho

terça-feira, 31 de março de 2020

2020 - O que tem de ser, tem muita força.

CAMARADAS

Infelizmente pelo que "vemos", um miserável e microscópico vírus, vai conseguir
"melhor dizendo, Conseguiu" vencer a tradição anual de uns quantos bravos,
que em Angola enfrentaram o inimigo.

Podíamos fazer o mesmo, só que este inimigo além de miserável é um cobarde.

Um "cobarde", já que não se deixa ver.

E contra cobardes nada feito.

Só os idiotas o subestimam.

Tendo em conta o titulo em epígrafe "O que tem de ser, tem muita força" quer dizer que o nosso

28º Convívio Anual da Companhia 2504
marcado para o dia 2 de Maio de 2020, no hotel Santo Amaro em Fátima,

Passa "em principio" para o ano que vem.
***********

Por falar em Fátima, recordo a máxima:

(FIA-TE NA VIRGEM E NÃO CORRAS)

Melhor dizendo: Não tomes cuidado não, e logo vês o que "nos" acontece.

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Se tiveres o azar de ser contaminado, a coisa parece quase controlável.
Senão vejamos:

Tendo em conta o que foi dito pelo 1º ministro, deduzi que os Hospitais estavam prontos para nos tratarem da saúde.
Não havia nenhuma falta de material para protecção dos profissionais da saúde.

Uns dias depois contrariando o que foi dito, médicos e enfermeiros
(e já agora digo Eu: também Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica)
Queixavam-se da falta dos ditos materiais de protecção "máscaras e luvas".
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Espero que actualmente já seja verdade a afirmação do nosso 1°, pois sabemos que é difícil, dado que o problema é mundial

E naquela conferência de imprensa
da Directora Nacional da Saúde Graça Freitas e da Ministra Marta Temido
Onde disseram que:
No caso de seres contaminado por este vírus, deves ficar isolado num quarto só para ti,
e não compartilhares a casa de banho com mais ninguém.

O chato, é que não levaram em conta que a grande maioria dos portugueses
residem em casas ou apartamentos T1-T2 e T3 "já para não falar nos Têzero" onde quase sempre só existe, uma única casa de banho.

É por isso, que no dia seguinte aqui no Barreiro
(onde uma grande parte dos habitantes são Alentejanos)
ouvi alguém comentar:

As maganas esqueceram de dizer para plantar afastado da parede, um sobrêro na marquise.
Quando o resto da família precisar:
Vão cagar atrás do chaparro.

"Ironias à parte", não gostaria de estar na pele destes, que têm obrigação de nos transmitir a realidade dos factos a cada momento. Deve ser super-penoso.

****
CAMARADAS
VAMOS LUTAR

E para isso, basta ficarmos quietinhos, cada um no seu quadrado.
Também assim, acabaremos com este maldito vírus.


******
Usando mais um link vindo do Brasil
Onde ao contrário de um presidente cretino, existe gente responsável.
Eis o:
(Samba da Quarentena)

Podes cantar, seguindo a letra "abaixo"


LETRA
Samba da Quarentena (part. Gustavo de Medeiros e Henrique Cartaxo)
Luísa Toller

Cada um na sua
Todo mundo em si mesmado
Cada um no seu quadrado
Mas o samba continua

Cada um no mundo
Toda terra entocada
Que só seja infectada
Por um samba vagabundo

E só

Por um segundo
Vou fazer minha serenata
Desse lado da janela
Por alguns dias
Vou conter a batucada
Também quanto a gente zela e vela

Para que toda pessoa dê um jeito
Que não perca seu direito
De encher sua panela
Para qualquer pessoa seja parte
Que se tenha saúde e arte
Pra gozar da vida bela

Cada um na sua e o samba continua...
****

sábado, 14 de março de 2020

2020 - Com Duas Sopas de Atraso.

(Dia 3 de Março de 2020)
Duas Sopas de Atraso

CAMARADAS

Realizou-se conforme anunciado “neste Blogue e noutras redes sociais”, mais um Convívio da rapaziada no Restaurante Típico Solar dos Amigos
no
Guisado/Caldas da Rainha.

Como se depreende, pelo que estava escrito na postagem anterior.
(Se vens por bem, podes entrar)

Este Convívio esteve aberto a todo o mundo.

 Se por acaso tiveste conhecimento e não foste, espero que não te venhas a arrepender.
Tendo em conta a nossa idade e a evolução galopante deste Coronavírus, a partir de agora tens de ter um cuidado redobrado com a tua saúde e aproveitar ao máximo estes convívios, como se fossem os últimos.

Inspira-te nesta “Construção”
https://www.youtube.com/watch?v=suia_i5dEZc
++
Agora vê este link, e reza para que nada de grave te aconteça.
(Em casa de Ferreiro, espeto de pau)

https://jpn.up.pt/2020/03/13/covid-19-tecnicos-de-diagnostico-e-terapeutica-alertam-para-tratamento-desigual-no-sns/
  

 Presentes no Convívio:
Camaradas da 2504, 2505 e CCS.


No que a mim diz respeito…

Fazendo contas à hora tardia do Meu recolher ao vale dos lençóis, com a hora madrugadora do despertar, cheguei à conclusão, que mais-valia ter feito uma directa.

Como sempre para a Rambóia, nem foi necessário o despertador.

Fino como um alho, ia-me cruzando com a Rosa Augusta,
que bem-disposta,
se preparava para viver mais um dia especial.
Fazíamos 46 anos de casados.

É nosso costume passar uma parte deste dia, com os mais chegados da família.
Mas porque acertei “de bico” na data uns dias antes, hoje foi diferente.
Com todo o prazer, desta vez a família foi a Militar.

Éramos para ir no meu carro, mas dado a indisponibilidade desta vez, dos Camaradas
(Furriel Jorge Severino, e do nosso 1º Cabo Isidro Nunes) desisti.

Deduzindo que existiam lugares disponíveis, pedi boleia ao Furriel Merca.

(À saída de casa, o dia estava lindo)

Contrastava com o 3 de Março de 1974 em Vila Nova de Gaia/Santa Marinha,
a cerca de 100 metros do Rio Douro, onde estava um frio de rachar.

Imaginando que o parque de estacionamento da Estação dos barcos do Barreiro estaria lotado,
Chamei um táxi.

***
Quando íamos embarcar no Catamarã das 8:35, a boa disposição atrás referida desapareceu.
E porquê?
(Porque um tacão dos sapatos da Rosa Augusta, se partiu)


Porra kazar… logo no dia de hoje. E agora?

Agora? Agora foi a minha vez de rir. Não esqueci o quanto se riu no dia do meu último aniversário, quando descobrimos que os meus sapatos eram biodegradáveis.

“Toma e Imbrulha!.”

O Barco atracou, e às 9 horas já tínhamos os pés em terra firme.

O combinado com o Merca, era estar às 10 horas em frente ao Jardim Zoológico
para com o Fernando Santos seguirmos viagem.

Não havia problema.
Tínhamos pois quase 1 hora, para comprar outros.

Mas a chatice é que descobrimos que as sapatarias só abriam às 10.

Telefonei ao Merca.


Porque estava uma temperatura agradável no interior da Estação do Metro do Terreiro do Paço, aguardamos aí o tempo passar.
Puxando pela memória, lembramo-nos que existem duas “Sapatarias” em frente à Estação dos Restauradores.
+
Com a risota deixamos passar a dita e saímos na seguinte.
(Estação Avenida)

Hehehehe! Agora é que vão ser elas…

Para cúmulo ao descer com alguma dificuldade a Avenida da Liberdade,
começou a chover.
Só não apanhamos uma banhada, porque apareceu uma “ucraniana” a vender guarda-chuvas.

Às 10 menos 10, estávamos de plantão à porta duma sapataria.
Através da montra já fazíamos a escolha.

Cá por mim podiam ser pretos, brancos ou amarelos, azuis às riscas até. A ideia eram sapatos super-rápidos por um dia.

Entramos na hora exacta.
Após a compra, quando descíamos as escadas para a Estação dos Restauradores olhei para o relógio, e vi que…
(A Rosa Augusta bateu o Record. Eram 10 horas e 07 minutos)

Ao entrar de novo no Metro, o torniquete fez…Pi Pi Pi.
Para não ferver, contei até 10.

Como as bilheteiras estavam fechadas, dirigi-me às 2 máquinas existentes.

Uma estava avariada, e na outra estava uma família de avec’s que não se entendiam.
Para “Lhes” exemplificar carreguei o meu Sete-Colinas, e piramo-nos em “grande vitesse”
Ainda deu para ouvir ao longe…
Merci, bó… cú…

Finalmente chegamos ao ponto de encontro. Às 10 e 20.
Com 2 sopas de atraso



(GUISADO/Caldas da Rainha)


(Esperando que não tenha sido o último)

À entrada do Restaurante, a dona do estabelecimento procurou-me
para me entregar o pequeno ramo de flores (Uma rosa, para a Rosa)
que Eu telefonicamente e em segredo, no dia anterior encomendara.

Sabendo que é mentira quando Lhe digo:
(Desconfia de mim, quando te ofereço flores,)
 Entreguei-o à homenageada

Ainda sem grandes restrições por causa do coronavírus,

Após os Abraços e Beijinhos
Abriram-se as hostilidades.

Num ambiente de franqueza e amizade, o Convívio decorreu às mil-maravilhas.
Sobressaíram uma vez mais, histórias de peripécias inesquecíveis.


Éramos 21.
Da nossa Companhia de Caçadores 2504 além de mim e do Campos

(que apareceu "de novo" com agrafos* na mona) estiveram presentes pela 1ª vez neste Convívio,
o
Camarada Aguiar e sua Esposa, e a minha Rosa Augusta
que conheceu finalmente aquele a quem costumo telefonar todas as vezes que passo ao lado de Coimbra na A1,
nas minhas viagens Barreiro/BAIXATOLA.BAR e vice-versa.

Trata-se do meu Amigo Furriel Simões, que também foi protagonista em Tancos da vez que não fui pelos ares,
Só porque não calhou.
https://ccac2504.blogspot.com/search?q=a+minha+mina 

É mais um Bombista, como “em linguagem bélica”
o Merca nos trata.

O Simões foi meu colega,
no
Curso de Minas e Armadilhas. 

Trocamos impressões, e ficamos de consciência tranquila. Não temos nada a ver com o Roubo de Tancos. Quando de lá saímos, fechamos com duas voltas, as portas dos paióis

 
No regresso, nada de extraordinário a mencionar.

Além de ter-mos ido às Caldas da Rainha

“Não para comprar o óbvio” mas para visitar o antigo Regimento de Infantaria 5.


O Fernando Santos arriscou ser preso, quando após a porta d’armas,
“Armado em Paparazzi” empunhou a sua máquina fotográfica.


(Abaixo, um pequeno filme)


Na viagem, lembrando a música do Herman José
(Amanhã faço dieta)
Martelamos o juízo a um certo Cavalheiro
  
Um Amigo a quem dedico este vídeo, elucidativo.
https://www.youtube.com/watch?v=fkGvBht8HPw&feature=youtu.be

(*)- O Amigo Campos cada vez que tem obras lá em casa, acha-se ainda um Operações Especiais. Deve ser por isso que "armado em suicida" não se desvia do perigo. 
“E mais não disse”

domingo, 23 de fevereiro de 2020

2020 - Não há duas, sem três.

CAMARADAS

Para confirmar o ditado (NÃO HÁ DUAS SEM TRÊS) os “habitués do costume"
Vão reunir-se uma vez mais no Restaurante Típico Solar dos Amigos,
no Guisado/Caldas da Rainha.

Um convívio inicialmente pensado para a rapaziada de Lisboa e arredores,

Mas que desde logo, extrapolou os limites,
como podes confirmar ao ver os dois vídeos aqui já existentes.

Tendo como pretexto uma vez mais,
a chegada do Furriel Fernando Santos a este país de corruptos,

Esperamos a tua presença
 tal como sugere o nome deste Restaurante Típico,
Dos "ou mais" Amigos.
Que foram protagonistas, no elenco desses vídeos.

SE VENS POR BEM, PODES ENTRAR

domingo, 26 de janeiro de 2020

2020 - Até mete raiva!

Até mete raiva.

Até mete raiva, porque os “surfistas” que aqui vais ver a divertirem-se no Barreiro, a tão poucos metros de um ex-libris,
Não se dignaram virar a câmara para o dito.

Qual ex-líbris? Perguntas...

Nem mais nem menos, que os Moinhos de Alburrica.


Tão badalados, existem quase ao lado do Restaurante dos Fuzileiros,
Restaurante que podes Ver ao longe no pequeno filme,
Aqui assinalado, logo atrás do cicerone.
A diversão começou nestes últimos anos, por causa da potente propulsão dos novos Catamarãs, que fazem agora a travessia
Barreiro/Terreiro do Paço - Terreiro do Paço/Barreiro


Ao contrário dos actuais, que são rápidos












Existiram estes que eram lindos, mas um tanto pachorrentos
(TRÁS-OS-MONTES)

Por ter viajado neste diversas vezes, e por ser trasmontano tal como Eu,

Serviu de modelo como podes ver, a uma das minhas pinturas





Uma curiosidade.

Fruto da existência de viveiros de ostras "extintos há muito tempo", a ondulação produzida, agora aproveitada "como verás" para a diversão destes surfistas, também deu origem ao aparecimento no areal dos Moinhos,
de milhares “talvez milhões"de conchas que estavam depositadas ao longo dos anos “tranquilamente adormecidas”, no fundo do rio.


Eram um perigo para os pés descalços mas já não são.
As marés vivas que entretanto surgiram, acabaram por lhes depositar areia em cima, camuflando-as.

Mudaram de sítio, e dormem de novo, tranquilamente.

Como se lê no filme, os surfistas acenavam, e o piloto acelera para que as ondas sejam maiores.

Mas… pelo que sei:
Para resolverem o problema  um iluminado para compensar o que esbanjam, tramou uma vez mais os trabalhadores. Cortaram diversas carreiras e reduziram a velocidade.

Como se sabe, quase toda a margem sul,
“o  deserto do cretino J’amé”
é um dormitório do pessoal, que trabalha maioritariamente na margem norte.


Viajar entre Lisboa e Barreiro vai demorar mais tempo para poupar 400 mil euros por ano
Fora das horas de ponta nos dias úteis e aos fins-de-semana, as viagens entre Lisboa e o Barreiro vão prolongar-se por 25 minutos e não por 20, como habitualmente, anunciou ontem o Grupo Transtejo.

As viagens todas iguais, foram divididas em viagens normais e viagens em horas de ponta
+++.
Com estas restrições, constactou-se no verão passado que só poucos pilotos arriscaram fazer a gracinha.



Se para estes foliões as ondas são "como as castanhas" bonitas e boas, cá por mim, quando lhes passo por cima...
Detesto-as.

Detesto-as porque fico quase sempre “almareado”, quando o “meu” Catamarã, se cruza com o do sentido oposto.

Ao contrário dos antigos em madeira, robustos e de quilha afiada.

Estes quase vazios, mais parecem que deslizam à tona d’água, semelhante a um “alfaiate”.


(É por causa disso, que quando existem ventos mais fortes, suprimem carreiras)

Dependendo dos dias e horas, há vezes que “olhando a quantidade de passageiros” mais parece não se justificar a viagem.

É exactamente nessas alturas, apesar da minha preocupação em me sentar num lugar central por causa das oscilações (no centro de gravidade), melhor ainda...
”Frente ao BAR”,
que "lá á frente" a proa cada vez que nos cruzamos, sobe e desce de tal modo,
Que até dá para assustar os mais incautos.


E assim às vezes chego ao destino meio grogue,
Felizmente que a coisa passa rápido.


Relacionado:


(*) - Exagero? Talvez. Não tive tempo de as contar...

domingo, 5 de janeiro de 2020

2020 - Lado-A/Lado-B

CAMARADA:

Na postagem anterior, por causa de um mentiroso;

 Fui obrigado para colocar os pontos nos iiiis,
a recordar uma vez mais o Lado-B da nossa guerra. É o lado que a todo o custo tento esquecer, mas infelizmente “pelos vistos” não me deixam.

Recordar-te-ás que foi meu propósito aquando a criação do Blogue, contar e “postar” essencialmente, o Lado-A . O lado onde tenho registado tudo o que de Bom “e menos bom” Me aconteceu. Ao contrário do outro, do azar, tenebroso, e não só.

E por falar nisso, com as minhas desculpas aos nossos Seguidores por tal ter acontecido,

Conto agora a 2ª parte de uma história “já contada”.

Parte esta, que quase ficava entre o 
A e o B.



No “33°- Convívio anual dos Furriéis da 2504”
que ocorreu no ano passado (2019) em Anadia
recordei uma vez mais, que me tinham roubado todas as peças da farda,
que estavam ao cuidado da minha lavadeira de Quibaxe.

Numa de leva e trás; foi quando ia fazer a transacção, Roupa suja/Roupa lavada, que Ela me deu a notícia...
(Meu furrié... Tás fudido)

https://ccac2504.blogspot.com/search?q=lavadeira

"15 dias depois"

Novamente em Quibaxe,
para novo reabastecimento.


No que à roupa diz respeito
"nos intervalos ia-me desenrascando



(Aqui, no Rio Dange, lavando roupa íntima)


Como não a vi à minha espera para me dar a roupa que lhe tinha entregue, e também para saber se a outra tinha aparecido, resolvi ir à procura dela.

A nossa chegada a Quibaxe foi bem cedo, e o regresso ao Dange,
ficou marcado para as 6 da tarde.

Com as tarefas orientadas e as tropas a responder com aquela eficácia,
Deduzi que tinha a tarde por minha conta.

++++
Assim… Com uma noção “mais ou menos precisa” de onde seria a sua casa, “após dizimar o belo bife de pacaça no Restaurante habitual” pus mãos à obra.

Desci a Avenida, e perguntei por ela a uma colega (Lavadeira) que na paragem aguardava " confortávelmente" o machimbombo, 
Respondeu: Deve estar em casa.

Como já me tinha convidado mais que uma vez para ir lá a casa, sabia que residia a poucas dezenas de metros do musseque principal.

Ultrapassei-o, e descobri ainda ao longe, que as palhotas seguintes estavam do lado de lá de um pequeno vale onde poderia existir um riacho, e afastadas umas das outras alguns metros.

*********
O capim à minha frente era enorme. Cada vez mais alto, por vezes não deixava ver as palhotas nem tão-pouco o musseque atrás.

 Não havia problema pois o sol estava no auge e “um gajo do norte” não vacila…

O caminho,
de Picada passou a trilhos.


Acoisa parecia mais fácil.

Uns trilhos num capim denso, que pareciam ter “taipais” dos lados, e sido desenhados por arquitectos do Dubai,
“tinham a configuração de uma palmeira”

Parecendo que cada residente tinha o seu trilho de acesso privativo, os mesmos “com uma largura bem inferior ao metro” iam divergindo do principal a “todo o momento”.

Restava-me a consolação que no regresso, no sentido Palhotas/Musseque seria bem mais fácil. Podia seguir quase de olhos fechados, dado que as “diversas folhas da palmeira” convergem para o tronco.

A meio do percurso, porque o céu começou a escurecer, estive tentado a desistir.

Mas: Como “um homem é um homem e um bicho é um bicho” continuei.

Ultrapassei com um pequeno salto o riacho, que afinal mais parecia uma vala.

Andei mais algumas dezenas de metros, e quando vi aquela barraca...
Chamei por Ela; 

kalívio” por sorte acertei.

Porra, moras no cú de judas.

Apesar da surpresa, fui recebido com pompa e circunstância, convidado a entrar.

Entrei no open-space, e sentei-me expectante numa espécie de baú.

De repente: Se por acaso estivesse para acontecer algo, tudo se desmoronou.
E porquê?

Porque a amena cavaqueira "do nada", foi abruptamente interrompida pelo estampido de um enorme relâmpago.

Só não digo que entrou pela chaminé, porque a palhota não a tinha.

Quase saltei. De imediato um vendaval, e o dilúvio desabou..


Recordo, que estávamos estacionados na mata dos Dembos, precisamente no Dange, protegendo a construção de um Fortim e de uma Ponte sobre o rio.

(No interior do Fortim, Eu com três Camaradas, Furriéis da Engenharia)

 Os relâmpagos ininterruptos penetravam com facilidade naquilo que outrora teriam sido “sólidas” paredes, iluminando totalmente o interior da palhota.

Entre os raios e coriscos, uma coisa Me chamou a atenção.
Do tecto em capim, nem uma pinga.

Os minutos passaram a horas, e o temporal não amainava.
Com respeito à minha roupa, chegou-se à triste conclusão que o melhor era esquecê-la.

Talvez para fazer sala, simpaticamente pegou naquilo que mais parecia um mamão e ofereceu.
Sem vontade de comer o que quer que fosse, agradecido recusei.
O que Eu queria naquele momento, já não era comer, era sim regressar.

Reparei que comia com satisfação e fiquei intrigado quando disse:
FURRIÉ, ainda bem que não queres. Se comesses ficavas umas horas com o pau feito. !??.

“Desconheço o que seria, mas já pensei em telefonar-lhe”

****
***
*
Meu FURRIÉ