sábado, 9 de agosto de 2014

Divagando.... se vai ao longe ( 2/3 )

…e que pense não fugir muito, aos temas aqui expostos.
Com boa vontade, as que seguem podem ser englobadas nos temas: Explosivos, e Transmissões.

Após concluir o Curso de Especialização de Desenhador Industrial que a seguir tirei no Infante D. Henrique no Porto, depois de estagiar e trabalhar em três Empresas de Famalicão (A Eléctrica - Fundição da Cegonheira - A Camponesa), concorri e fui trabalhar no Porto, em mais uma Empresa que era Honesta ”infelizmente, perante tanta vigarice nos tempos de hoje, devemos realçar esta qualidade”, a A.P.T. (The Anglo-Portuguese Telephone) que na altura existia tanto no Porto como em Lisboa, e que deu "quase 80 anos depois", origem aos TLP, se fundiram posteriormente com os CTT originando a Portugal Telecom, etc etc. e hoje em dia, bem fundidos estamos Nós.
aguardando pelos bancos seguintes... Amén


 
Aí conheci o colega e amigo Martins Abelhas, um eterno desenfiado do posto de trabalho, mas que era facilmente detectável. Bastava só, abstrairmo-nos dos ruídos característicos da Central Telefónica e prestar atenção a um som, totalmente distinto. Tic Tic Tac…Tac Tac Tic. Traço traço ponto, ponto traço traço, e descobria-mos o amigo Abelhas que estava a estudar o Código Morse batendo com algo no equipamento metálico.
 

Sem grande jeito, limitava-me a ser Guarda-Redes. Mal sabia Eu que podia ser alguém no mundo do futebol, por ser um Canhoto nato.

(como Eu gostava de encontrar um dia, estes Colegas que lhes perdi o rasto… Alguém os conhece?)

O Abelhas tinha como hobby, o Rádio-Amadorismo. Era um Radioamador “expert” em Grafia, que não ligava muito à Fonia. Em breve ia fazer novo exame para subir de escalão, e queria ter a matéria na ponta da língua, ou melhor, na ponta dos dedos.
Era certo sabido, que todo o colega que fosse viajar para o estrangeiro, tinha de procurar o radioamador Xis Pê Tê Ó lá da zona, pois o Abelhas já anunciava a visita de um Português amigo. Vivia como ninguém este seu hobby, e gastava uma fortuna em equipamentos “naquele tempo” a válvulas. Cada vez que carregava na Chave de Morse, parecia que todo o estúdio tremia.
A esposa, além de proibida de entrar “na Central de Operações” quando a luz vermelha (NO AR) estava acesa, confessou-me que tinha medo de fazer a limpeza ao ver o cintilar das enormes válvulas e sentir no corpo “tanta Radiofrequência”.

Agora na tropa:


Tenho saudades do Conjunto POP, e mais ainda, da Estação Emissora ( Rádio POP ) no Lucusse cujas histórias já constam deste Nosso Blogue 
(O Blogue da Companhia 2504).

Recordo a “bricolage”, quando ajudado pelo Furriel Giga, executávamos os “recortes” naquela enorme placa de contraplacado que nos foi oferecida pelo dono de uma Serração da cidade do Luso. Conhecedor da nossa existência, penso que não seria mesmo uma oferta “mas sim moeda de troca”, pois queria que fizéssemos anúncio à sua Empresa. Sem mais delongas recusamos a “proposta”, e foi-lhe dado um rotundo Não.
Alegamos “e era verdade” que se aceitássemos tal, o Comandante não permitiria, e não teríamos moral para recusar anúncios dos vinhos e petiscos de uma tasca qualquer.
Já nessa altura “sem o saber” não queríamos alinhar na vergonha que  hoje em dia se passa, da invasão das rádios, “quase todas faladas em brasileiro cá pela zona”, a maior parte relacionadas com apóstolos, bispos e demais vígaros, “autênticos abutres” que fazem milagres às toneladas, directamente proporcionais ao valor dos donativos. Fazem-me lembrar a do coxo e do fanhoso. Gente sem vergonha, que descobriu Portugal nos anos 2000. 

Com toda esta pobreza actual e a Cultura como vai, prevejo que daqui em diante a coisa será muito pior. Mas a culpa não é de quem está à frente do ministério… esse é o porteiro.

Voltado um pouco atrás, penso que o dono da serração não teve depois coragem para pedir dinheiro.
Essa tábua, era o tampo da nossa mesa da técnica onde afloravam e emergiam os equipamentos, tais como  gira-discos, gravadores e não só, tendo ao seu lado, o velho telefone magnético equipado com campainha, adquirido conforme já contei na história (a Rádio POP) utilizado agora para os discos pedidos. Na parte debaixo da placa, existia um emaranhado e labiríntico conjunto de fios destinados às ligações, algumas delas “armadilhadas” por sugestão do meu amigo Furriel Giga. É que ainda “quase não tínhamos saboreado o prazer da nossa ideia”, e já se constava que o pessoal da CCS, estava pronta para se instalar, usurpando o nosso lugar. O que não deixou de acontecer um pouco mais tarde pacificamente, e que infelizmente não assisti, porque entretanto fui evacuado numa Dornier para o Hospital do Luso, pois o infortúnio uma vez mais, insistia em me perseguir. 
Nas instalações improvisadas, sempre que exigia-mos silêncio quando se rodava o botão para abrir o som dos microfones, os nossos camaradas da secretaria ao lado, ficavam possessos.







Acabada a guerra e "porque o bichinho continuava" mesmo no tempo da outra senhora, arriscando um pouco a sorte, fiz parte da clandestinidade. Embora proibida a posse "e muito menos o uso", comprei um Emissor/Receptor. Era um Rádio de CB (Citizen Band/Banda do Cidadão) “também conhecida pela banda dos macanudos” ou a banda dos 27 Mhz.
Pela calada da noite, além da escuta, lá se mandavam uns bitaites próar “em tempo relâmpago para fugir à polícia...” e pouco mais. Entretanto surgiu o 25 de Abril, e permitiram a legalização.

Em baixo: O referido rádio de 40 canais. 
 Por cima: O medidor de potência e estacionárias.

Registei-me nos Serviços Rádioeléctricos como a Estação NÓNIO, em honra do Português, Pedro Nunes, um cientista e prémio nobel, inventor do Nónio.



Coisa que o pessoal técnico bem conhece, existente nos Paquímetros ou Péclisses do francês Pie de coulisse, do espanhol Pé de Rei, bem como noutros instrumentos de medida como Sutas, Goniómetros, Micrómetros e não só. Enfim… aparelhos de medida de precisão, com leituras de: décimas, centésimas, até milésimas de milímetro ou de grau. Mas caro leitor: não contes isto a um francês, porque ele vai ripostar que não é a Escala do Nónio mas sim Escala de Vernier. Se quiseres saber algo mais, consulta a Internet pois “segundo sei” a nossa incompetência estatal, é como a fama do Brandy Constantino: já vem de longe.

Assim nasceu a Estação NÓNIO, com a Licença-CQD 93475 “Charles Quebec Delta, 93475”. Além deste Rádio da GE com 40 canais AM (Amplitude Modelada), comprei posteriormente outro, mas com 120 canais e bandas laterais. Fazendo jus à minha especialidade em Minas e Armadilhas, consegui armadilhar estes, principalmente o último de Bandas Laterais, com uma infinidade de canais piratas, comutados através de jogo de interruptores magnéticos.

Facilmente com canais normais, falava com Países de perto, tais como Espanha, França, Itália. Mas graças aos canais piratas, “as longas distâncias” tornavam-se vulgares. Falava para as Américas (Norte, Centro e Sul) com relativa facilidade, sempre que a propagação o permitia. O Brasil era o mais desejado e não era difícil, mas cheguei a falar com a África do Sul e até com os nossos antípodas de Klaten na Indonésia. Para todos estes novos contactos, era comum a troca da QSL, ou seja a troca do “Cartão de visitas (personalizado)" que cada Estação mandava imprimir numa gráfica qualquer, destinado a enviar "como troca de galhardetes". E tudo isso, sem necessitar de antenas direccionais. A “vantage” era fazer muito, com pouco. A existir antenas direccionais e outros equipamentos de vanguarda deixava de ser Odisseia porque não dava pica. Utilizei sempre a antena que construí *, uma Grand-Pleine, que ainda à pouco tempo, foi retirada do telhado.




Se leres o “Caninas”, verás que naqueles tempos a propagação era directa (sem Repetidores), algumas vezes à custa dos Alfa-Limas e antenas direccionais. Os brasileiros eram, (acho que continuam a ser) os reis dos Amplificadores lineares, pois no Sertão e noutros cús de judas, não interferem nas ondas do espectro rádio-elécrico de modo a incomodar o vizinho do lado que se encontra a quilómetros de distância. Mesmo assim Eu “embora Legalizado”, para não “chatear” a vizinhança, costumava falar só depois de terminar o hino nacional quando a RTP fechava a Emissão. Hoje em dia estou totalmente ultrapassado, mas sei que a coisa está bastante facilitada, com a existência de repetidores e outros meios sofisticados. Já não se vêm nos telhados, as famosas Yagis, Astro-plaines, Grand-paines, Ringos, Avantes, e tantas outras antenas, conforme o dinheiro e o local onde morava o Macanudo.

Recordo ainda a minha pequena “contribuição” aquando do Sismo da Ilha Terceira nos Açores, que ficou mais conhecido pelo Terramoto de 1980, onde pouco mais fiz, do que “repetir o que ouvia às Estações que chegavam a mim quase de rastos”, fazendo de “relé” ajudei alguns Macanudos que na Ilha e a bordo dos seus automóveis “não havia electricidade na maior parte das zonas afectadas” estavam estacionados em pontos altos, fazendo o relato do sucedido, tranquilizando famílias, conseguindo por vezes até, trazer aos microfones dos seus Emissores, familiares do Continente. Formou-se uma enorme campanha de solidariedade no que respeita a dadores de sangue.

Também aqui no Barreiro formamos na mesma altura, o clube de CB “Os Fantasmas” cujas estações Nónio, Gilcife, Terra, Kayak, Tridente, Bismark, Kelvin, Jota, entre outras, encabulavam conversas diversas, sobressaindo as do meu Grande Amigo ZÉ SERRA da Estação Herby, grande impulsionador do clube, trabalhador da Lisnave e que vítima de doença tão cedo nos deixou.
Descansa em Paz venenoso. Um dia,quando Eu partir, quero ficar a Teu lado.
A tua oferta "Aguardente de Figo" ainda perdura no BAIXATOLA's  BAR

Naqueles tempos, quase todos tínhamos umas “luzes” de electricidade e electrónica, pois era raro aquele que não fizesse contas, “à vida” ou para calcular e fazer, a sua antena que instalava no telhado, bem como construir o Pré-amplificador a transistores do Microfone. Relembro com grande saudade as grandes noitadas de QSO, e as eternas “lutas” com alguns taxistas usuários da mesma frequência incapazes de coabitar connosco.

Os operadores das rádios acima, jamais esquecerão a colega Deolinda do Montijo, que “como toda a mulher que se preze” ocultava a idade. Para nossa surpresa, quando tínhamos uma “vertical bigode-a-bigode”, aquela Ex-Enfermeira com uma voz doce, que parecia ser uma Teenagers, afinal podia ser nossa avó. Entusiasta da formula 1, até Eu, fui enganado “embora já me tivessem dado um lamiré”.

Embora os rádios dos antigos, ainda existam, “eles são ilegais e raros”, dado que a Banda dos 27 Mhz “tal como era” foi proibida há tempos atrás, neste País. Talvez com medo de (fóra os piratas) que os milhares que estavam legalizados, continuassem a desmascarar as notícias dadas a conhecer ao exterior pelos governos de então. Sabíamos da existência de alguns que sem papas na língua e na calada da noite, atrás do microfone carregavam na PTT (Push-To-Talk) e davam a conhecer num instante, toda a verdade existente do nosso dia-a-dia. Desvendava-se principalmente aos nuestros hermanos aqui do lado, mas também Italianos, Brasileiros, Franceses e não só, que o nosso País afinal não andava tão bem como o pintavam. Acabaram com essa gama de frequências dos 27 Mhz, e permitiram 1W em AM e 4W em USB e LSB numas frequências parecidas com as actualmente usadas pelos Radiotáxis, que tem um alcance reduzido de “quase ao virar a esquina” de pouquíssimos quilómetros.

Recordo o nosso leitor, que nesta época, ainda não existia nem Internet nem telemóveis. Estes últimos foram precedidos dos condenados BIPs cuja existência foi fugaz. Só mais tarde apareceu no ano de 1990, uns telemóveis “portáteis, tipo tijolo” que revolucionaram o mercado, que de portáteis só tinham o nome pois eram quase sempre transportados ou pela asa ou a tiracolo, dado o peso do conjunto telefone/bateria.


Da marca Siemens, tenho em meu poder um exemplar (foto acima), que foi uma grande máquina no seu tempo, e que acabou quando passaram do sistema Analógico para o Digital. Ainda esteve instalado no meu carro, e agora está exposto no museu do BAIXATOLA’s BAR bem como o BIP que pouco usei no meu trabalho, na Siderurgia Nacional do Seixal.
   
Não esqueça o leitor uma vez mais, que a nossa juventude se passou no tempo em que as maçãs tinham bicho, telefonar era quando o rei fazia anos, e quase desejávamos ver entrar uma pessoa idosa, para nos verem a praticar esse acto nobre de levantar para dar lugar aos mais velhos. O correio era na mercearia no centro da aldeia, o cigarros também se vendiam avulso, a máquina de calcular era saber a tabuada. Ainda sou do tempo, que quando existia um incêndio, o mesmo era extinto pelos bombeiros** no menor espaço de tempo, sem sabermos quantos foram e como foram. Por isso mesmo, referindo-me aos actuais meios disponíveis de agora, no que respeita à transmissão de dados, voz e imagem, qualquer semelhança com aqueles tempos simplesmente nem se põe. As horas eram dadas pelas sirenes das fábricas ou da torre da igreja, pois só os mais abastados ofereciam aos seus filhos, um sonhado relógio de pulso. Mas Eu nunca chumbei, nem por faltas ou chegadas tardias nem por nada, “minto: Chumbei “como já escrevi neste blogue”, quando fui tirar a carta de condução em Setúbal.

* Recordo o problema que sem querer causei, por ter construído a antena "demasiado bem", o que originou (pela sua rigidez) logo na primeira noite por causa do vento, um zumbido/assobio acompanhado de uma vibração/ressonância que se propagava no  prédio e que "pela vergonha" me impediu de dormir nessa noite e faltar ao trabalho na manhã do dia seguinte, para a desmontar. Ficou a partir desse dia, colocada no interior do prédio entre a placa e o telhado. Por causa disso mesmo, nunca tirei partido da potência dos aparelhos.

** Presto Homenagem ao meu Sogro, que foi Bombeiro Voluntário nos BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE COIMBRÕES de Vila Nova de Gaia durante quase 60 anos, conforme posso confirmar, partilhando uma foto do seu Curriculum.
  Continua...

sábado, 2 de agosto de 2014

Um pouco de CÓLTURA

LÍNGUA PORTUGUESA
Sempre se melhora... e aprende-se um pouco!!

PALÍNDROMOS...
Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.
Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:


SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.

Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores
palíndromos da língua de Camões...


ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA

A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL

O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
A CARA RAJADA DA JARARACA
SAIRAM O TIO E OITO MARIAS

ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ

E sabes o que é tautologia?

É o termo usado para definir um dos vícios, e erros, mais comuns de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exacta
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades
iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes
minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua
livreescolha
- superávit
positivo
- todosforam unânimes
- conviver
junto
- facto real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planear antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a
últimaversão definitiva
-
possivelmente poderá ocorrer
- comparecer
em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério
pessoal
- exceder em muito .

Nota que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fica atento às expressões que utilizas no teu dia-a-dia.

Divulga o que acabas de ler aos amantes da língua portuguesa.
Assim, se fala em bom português

No popular diz-se :

'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'
Correcto será : 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'
EU NÃO SABIA. E TU?

"Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Enquanto o correcto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'

'Cor de burro quando foge.'
O correto é:  Corro de burro quando foge!

Outro que no popular toda a gente erra:

  'Quem tem boca vai a Roma.'
  O correcto é:
'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).

Outro que todo mundo diz errado:

'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.   
O correto é: 'Esculpido em Carrara ."  (Carrara é um tipo de mármore)

Mais um famoso... 'Quem não tem cão, caça com gato.'
O correto é:
'Quem não tem cão, caça como gato..." ou seja, sozinho!


  Será que falavas correctamente algum desses?

sábado, 26 de julho de 2014

Continuando Divagar...

LISBOA… Anus 20 ou quasi…

Acabado de atravessar o Tejo vindo do Barrêro, um compadri, passeava divagarinho de bonéi na cabeça, cajado na mão e samarra plas costas, pelas ruas de lisboa.
Para tudo cólhava, mais ispécado ficava.

Bêm dziam os mês amigos: isto aqui na capital é ôtru mundo

Entretanto viu algo, e mais admirado ficou.
Viu que um senhor desconhecido, que estava dentro de uma montra, lhe estava oferecendo gravatas. Na queria acreditar. Estes lisboetas, são cá  uns maganos.

Dado a insistência e tanta simpatia, dirigiu-se ao senhor, retirou uma só, agradeceu e saiu.
Quase de imediato ouviu alguém gritando:
Agarra qué ladrão, agarra qué ladrão.

Uma pessoa surgiu a seu lado e agarrou-o pelo braço. Sem entender o que se passava, deixou-se arrastar para dentro do estabelecimento.
Oiça lá, ó Companhêro…Com que então, no gamanço?!!.

Desculpe mê snhor, mas nã entendo!.
Ai não entende? Mas eu explico. O senhor entrou há momentos aqui dentro do estabelecimento e roubou Essa gravata.

Tal tá a moenga heim? Na robê na senhôr. Aquele senhor além, é que mófreceu.
 Qual senhor qual carapuça. Aquilo é um manequim.

Manequêi ? qué qué isso? Aquilo é um boneco eléctrico “ I lé tri cu  entendeu?”
que está ali há mais de um mês. E não está a oferecer nada. O gesto que está a fazer é sempre igual, move-se assim porque tem lá dentro um motor eléctrico.

Desculpe compadri nâ sabia. Tem graça, pelo gesto parece mesmo que o magano está oferecendo  gravatas. Confesso que nã conhecia isto. Lá na minha aldeia, nem electricidade temos,
é tudo à luz da vela e do pitromáxi.
*
Pôrra, cainda bem que vim sozinho a Lisboa.
Nâ contarê a ninguém a vergonha que maconteceu.
(mas..)
***---***
….Eis que ao virar da esquina, viu um polícia sinaleiro no alto da pianha, a fazer gestos repetidos e pensou:
Olha, quem diria: Ali está mais um daqueles bonecos eléctricos.

Para se certificar, aproximou-se e mandou uma cachaporrada com o cajado nos tornozelos do polícia. Num acto reflexo, “apanhou sem saber como”, um pontapé nos queixos que até o boné voou.
Debruçou-se para o apanhar, e vinha pensando: 
 Pôrra, já vi que nasepode brincar com essa tal diletricidadi...
 é Prigoso.

 a mesma opinião, não tem este inconsciente

Peço desculpa aos leitores, mas... Lembrei-me de contar esta, para reforçar a História anterior...