sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Os Camaradas d'outra guerra

Aqui há dias através do telefone, sugeri ao Vilela que nos enviasse algumas fotos para que todos nós recordássemos os Camaradas que connosco conviveram.

E não tardou a satisfazer tal sugestão, como podemos verificar.

As duas caricaturas do "Mondego, são como fácilmente se entende do livro
" Brumas do mato".





Fevereiro - 1968- Lado direito Chichorro, lado esquerdo Furriel "básico" Elias e ao centro, "EU", Vilela. 

Luanda - Julho 1969 - Casamento de um soldado da minha secção, A. Martins. Lá casou e lá ficou, creio. No lado direito os 4 graduados do pelotão:  1º Alferes Marques, 2º "EU" Vilela, 3º Chichorro 4º Furriel Babo, e restante família.



LUVO - Julho 1968 - Confraternização com Companhia 1783, e os civis que viviam dentro do arame farpado. De fora não havia ninguém. Entre todos nós, podemos ver em 1º plano :
1º lado direito "EU" Vilela, e ao fundo de frente com uma colher na mão, o Chichorro. Atrás dele está pendurada na parede uma imagem. Imagem essa que é um " Cristo ", que foi esculpido pelo Chichorro. Outra faceta que provavelmente vocês desconheciam. Quando íamos em patrulhas para a mata, se "ele" visse um bocado de madeira que para mim seria bom para uma fogueira, "ele” trazia-a, e daí saía obra. E enquanto nós nos empenhávamos noutras tarefas, "ele" com uma faca, ia fazendo a sua talha, (com uma faca que era a única ferramenta existente).



Canga - Setembro 1968- Não tinha o "Mondego" perto de mim mas tinha o "Zambi"  um grande companheiro, um "Grande amigo". 




Janeiro 1968 - Por defeito profissional, também "EU" Vilela, gostava de deixar a minha marca nas matas do norte de Angola, E então, fazia as minhas habilidades. Logo que dentro da mata o pessoal descansava, eu procurava uma árvore para a carimbar, assim como outros também o tinham feito. Mas "EU" era mais explícito.

Ambrizete - Abril 1969 - Para que o M.V.L. não tivesse grandes problemas, primeiro passávamos nós, só até ao Tomboco. daí para a frente, eram outros.  Umas das grandes companhias da época eram esses carrinhos, que metiam algum respeito. E o nosso desejo, como foi sempre, era que o cano chegasse cheio de pó. 


TOMAR - Maio 2015- Quinta do Falcão, do cavaleiro Rui Salvador. De óculos e com cabelo o Chichorro, esta é a mais recente foto que tenho, e de óculos e careca o "Americano" (U.S.A.) Rocha.

TOMAR - Maio 2015 - Também na quinta do Falcão, a minha mais recente foto. De pólo vermelho com o ex. Furriel Pereira, que já não via à 45 anos. Um Açoriano do Faial, um feliz encontro.

Porto 3-Maio - 2014 – Continuando.. o 1º lado dir., já não me lembro o nome , não era da minha Companhia. 2º Chichorro, (Pluber azul) e óculos de lentes brancas, 3º Zé Novais ( Vague mestre), o do meio "EU" Vilela de camisola  clara e cabelo branco, de óculos escuros e camisa branca de cigarro na mão o A. Mota ( chefe do Mondego). De óculos escuros e camisa escura o Brandão de Famalicão (agora de Braga), e de casaca clara o mais conhecido no B.O. na época, o Vilarrealense Claro.

Porto - 4- Maio 2014- "EU" Vilela, e o meu particular amigo Carlos Santos, mais cnhecido por "Peniche", mas a viver no Canadá. Mas que vem cá de 2 em 2 anos ao nosso encontro, assim como fazem outros.

Amigo, e por hoje, já fiz algumas horas extras, creio ter respondido ao teu apelo. Mas conta comigo, que terás mais!!! Um abraço. A. Vilela


(Tal como Eu: Quem te viu e quem te vê)


Nota-se “um ligeiro” lapso de tempo

entre as imagens, superior e inferior

 
Também podemos verificar de outra maneira
 como o tempo, passou:
Recorda então o que escrevi “ou descrevi” no relato intitulado a
NOVA DESCOBERTA

O Chichorro era um brincalhão sui generis. Era vê-lo com uma grade vazia para se sentar e sempre duas garrafas de cerveja ao seu lado; Uma, a fresquinha para beber (revezada amiudadas vezes), a outra, com um líquido próprio para limpar os pincéis. Assim passava horas, dedicado à pintura.

Era sempre uma destas, que faziam parte do seu ADN
“Cuca ou Nocal” não importava, desde que fosse fresquinha.
***
Podemos ver agora na foto seguinte do seu Atelier (retirada da net),
como o nosso Amigo Chichorro estará perto do fim.



 (ÁGUA do luso????) quem diria!

Talvez seja para lavar o pincel !!!

Quase Finalizando...

o Vilela na Praia da Corimba "calçando" as barbatanas

e já agora...

Cá o Eu "Furriel Pimenta", à espera que caia.

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Finalizando mesmo...
A foto do Seu gravador, que o Vilela enviou



e Eu respondo com a foto do meu, no Recanto Musical do meu BAIXATOLA's BAR


Nota: A concertina que vês na imagem é uma velhinha Hohner, que me foi oferecida pelo Amigo Furriel Jorge Severino (enfermeiro) que sempre morou na terra da sarrrrrdinha.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Militares querem abrir um hotel no "velho" HOSPITAL DA ESTRELA*

Diário de Notícias: 15/02/2016
Militares querem abrir um hotel no
Hospital da Estrela
Igreja e antigo Convento de Nossa Senhora da Estrela, "actual" ex-Hospital Militar Principal
(Monumento de Interesse Público)

O projeto do Instituto de Ação Social das Forças Armadas inclui ainda um posto clínico, centro de dia, creche e colónia de férias


Criar um hotel de três estrelas para turismo militar nacional e estrangeiro no centro de Lisboa, em instalações com décadas de história castrense e vista para a Basílica da Estrela é o projeto que está na mesa do ministro da Defesa e foi apresentado pelo Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA).

A proposta envolve outras valências de apoio social à família militar (dos bebés aos idosos): creche e berçário, jardim-de-infância, posto clínico, colónia de férias, centros de reabilitação física e de dia ou de tempos livres - a instalar nos edifícios do antigo hospital militar do Exército junto ao Largo da Estrela, onde seria instalada a sede do IASFA, e por trás da basílica. Está previsto um investimento global de 14,5 milhões de euros.

Os edifícios - há anos objeto de interesse do setor privado - seriam cedidos pelo Ministério da Defesa por algumas décadas (30 ou 40 anos, em regra). E, como a proposta mantém o uso militar anterior, respeitará o Plano Diretor Municipal (PDM) de Lisboa, admitiu uma das fontes ouvidas pelo DN.

Os 106 mil beneficiários do IASFA formam o universo de utilizadores desses serviços, mas o número potencial é superior. É que, por um lado, a valência de turismo social abrange as instituições estrangeiras congéneres que integram o Comité de Ligação Internacional dos Organismos Militares Sociais (rede internacional de turismo social militar). Por outro, a sociedade civil também pode usufruir do hotel a preços de mercado, para dessa forma garantir uma taxa de uso máxima, referiu outra fonte.

A par dos resultados de exploração pelo IASFA do chamado "hotel de trânsito militar", do museu e do aluguer de espaços - incluindo a capela - no antigo convento fundado em 1573, ou dos serviços sociais e de saúde junto à basílica, a proposta prevê libertar três imóveis do instituto "com grande potencial para gerar receita própria".

Esses edifícios são o Palácio Magalhães - onde funcionou a Cooperativa Militar - na Rua de São José (Lisboa), a sede do IASFA (Picoas, Lisboa) e o ex-Lar Académico Militar (Oeiras). O primeiro tem capacidade para 50 a 70 quartos e aí já funciona um restaurante; o segundo pode ser arrendado; o último um resort turístico, a 300 metros da praia de Santo Amaro.

Quanto aos edifícios a libertar em torno do Largo da Estrela - ao abrigo da Lei de Programação de Infraestruturas Militares e identificados como prédios militares n.º 39 e n.º 40 -, estima-se que o investimento seja de 14,5 milhões de euros, metade feito pelo IASFA (7,3 milhões) e o restante com fundos comunitários (7,1 milhões).

Segundo os autores do projeto, os resultados de exploração dos imóveis atingirão os 1,9 milhões de euros anuais. Isso rentabilizará o investimento em quatro anos - ou em sete anos e meio, no cenário em que não prevê o acesso a fundos comunitários.

Com o IASFA a debater-se com fortes problemas financeiros - traduzidos no que muitos beneficiários do centro de apoio social de Oeiras dizem ser uma quebra da qualidade dos serviços prestados -, o plano estratégico prevê a rentabilização do seu património imobiliário: venda ou arrendamento.

Isso tem suscitado fortes reservas - nomeadamente de oficiais - por entenderem que esse património foi construído só com verbas dos beneficiários. "O IASFA é nosso, foi com os descontos e quotas dos militares que se construiu" o que "é apetecível para muita gente", afirmou o presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA).

"Não colocamos em causa a competência" dos civis nomeados para gerir o IASFA, mas "o que entendemos é que podem estar lá sob o nosso mando" e com o principal chefe militar "à cabeça", adiantou o coronel Manuel Cracel.
Esta afirmação choca com o facto de o IASFA não fazer parte das Forças Armadas. Depois, a forma como aquele património imobiliário surgiu parece corresponder a um mito: os descontos e quotas dos militares - só obrigatórios para todos nos anos 1980 - atingiram montantes que permitissem adquirir tantos imóveis?
Questionado sobre isso, o presidente da AOFA respondeu com uma nuance: "No mínimo contribuíram com uma quota-parte muito significativa."
Também é possível verificar que alguns edifícios foram adquiridos com os impostos de todos os portugueses, como é o caso do referido Palácio Magalhães - ou Palácio de São José: o edifício construído no século XVIII "foi adquirido pelo Ministério da Guerra em 1948 à marquesa de Santa Cruz dos Manuelles", informa a câmara.
  

Talvez não saibas que:
Consultas e todo o resto que existia no Hospital da Estrela, passaram para o "recém chamado"
HOSPITAL DAS FORÇAS ARMADAS
situado no "antigo" Quartel da Força Aérea, na Azinhaga dos Ulmeiros - Lumiar
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