Não querendo acreditar nas notícias
que vieram a público, dos franceses não terem mostrado a bandeira Portuguesa na
Torre Eiffel após a nossa vitória na final do Euro, quis certificar-me.
E fui confirmar no dia seguinte, essa falta de Fair-Play.
Lamentavelmente era verdade tal notícia. Olhando a Torre de cima abaixo com muita atenção...
Não existe defacto, nenhuma bandeira hasteada.
Uns poucos
metros mais à frente e à esquerda “contornando a torre de Alta-Tensão” encontra-se a Escola de
Fuzileiros de Vale do Zebro.
Ao fundo entre as inactivas chaminés, existe o extinto
Alto-Forno da Siderurgia Nacional, que é considerado hoje em dia, um Monumento classificado do
Município do Seixal.
Esta enorme estrutura “excluindo o tijolo refractário de isolamento térmico no seu interior” é 100% metálica. O ainda estar de
pé, considero um milagre.
Escapou incólume à sede de inocentes sucateiros
que “às claras” só fizeram (e continuam fazendo) o que governantes cretinos têm permitido. Serve hoje para visitas de estudo.
ERA UM VEZ…
Existente,
só a metade direita da foto.
O Leitor “com preconceitos” pode se
quiser ignorar a parte política, mas deve ler a excelente descrição do que era a
primitiva e agora quase extinta Siderurgia Nacional, que hoje de nacional, só tem o
nome.
Reformas. Governo quer pôr militares a trabalhar mais anos.
A ministra da Administração Interna está empenhada em equiparar os militares aos polícias
Forças Armadas consideram o projecto "a todos os níveis inaceitável". GNR receia "atentado à condição militar"
O
governo está a preparar um conjunto de alterações profundas ao regime
de reformas dos militares e dos polícias que prevê a redução de direitos
históricos dos primeiros. O que está a causar mais polémica é o aumento
da idade da reforma para mais um ano e dois meses - igual aos polícias -
quebrando uma das mais fulcrais compensações pela perda de direitos e
exigências que a "condição militar" impõe. Na GNR pode estar em causa
uma diminuição do valor das pensões.
"Reacções imediatas, p'ra todos os gostos" Se te interessa ler mais, e... és Sargento:
carrega no link:
Aqui há dias na companhia da minha Rosa Augusta, dizimei um indefeso robalo grelhado no restaurante da Associação de Fuzileiros
aqui no Barreiro.
Certo. E
depois? Pergunta o leitor.
A coisa só é
notícia porque desta vez calhou irmos no dia da música ao vivo. Também influenciado pela decoração deste estabelecimento com diversos motivos náuticos, ao ouvir músicas do Roberto Carlos
tocadas e cantadas por um jovem grupo da terceira idade, sem querer por instantes viajei
no tempo, e "à mesa" fui parar ao meu acampamento no Lunguebungo situado na picada
“Luso-Gago Coutinho”.
Fuzileiros do Lunguebungo
Lungue-Bungo - 1973 - Quartel dos fuzos - Foto de António Jacinto Foram diversas as vezes que com eles o meu pelotão jogou à bola. Comparando com o Meu tempo "foto abaixo" vemos que 3 anos depois "foto acima" o ervado e o campo de futebol "parece que" foram totalmente desprezados
Visitamos e convivemos com estes fuzos “estacionados” mesmo ao lado da ponte nas
margens do rio com o mesmo nome. E tal como acontecia na nossa RÁDIO POP, também o Roberto Carlos era dos preferidos do "Djay" que na altura manobrava a acústica dos altifalantes da parada.
Como já descrevi em pormenor numa história (http://ccac2504.blogspot.pt/2012/07/mais-uma-do-meu-pelotao.html) aqui neste Blogue, permanecemos algumas semanas nesta povoação para dar protecção à
J.A.E.A. (Junta Autónoma das Estradas de Angola) que “construía” uma pista
de aviação.
Dado a relativa importância dos residentes "excluindo o descalço, simpático e humilde Sóba", rapidamente se chega à conclusão que a
pista só servia para "além do governador do distrito", os chefões fuzos irem sem correr riscos e de cú tremido, visitar os
operacionais.
Sóba
(O representante do governo)*
Nos dias de
hoje através das difusasimagens "nesta zona" do Google Hearth, verificamos com dificuldade que da famigerada pista nota-se a sua abandonada existência, e do Quartel, nem vestígios.
Um dia espero fazer uma visita à Escola de Fuzileiros do Vale de Zebro "aqui bem perto de onde moro" na tentativa de saber algo sobre o fim* daquele quartel.
Durante mais de 30 anos, passei duas vezes por dia à frente da porta de armas deste quartel, na ida e na volta do meu trabalho na Siderurgia Nacional do Seixal. Foram várias as vezes que tive de parar o carro para deixar passar "o pessoal" que atravessava a estrada direito à carreira de tiro na Mata da Machada ou vice-versa, bem como no içar da bandeira, etc. Cheguei também a levar a minha filha quando pequenita, para aprender a nadar na piscina aquecida que possuem. Recordo também os fuzos, quando descrevo o meu "único" acidente de carro....tok tok.
E porquê?
Porta d'armas
Porque soube
que no fim-de-semana existiu um atropelamento fatal em frente aos fuzileiros. *****
Uma vez mais de manhã e de carro dirigia-me para o trabalho. O dia era de chuva. Ainda ao longe reparei que um autocarro estava parado um pouco à frente da
porta d'armas.
"se calhar foi aquele...Pensei"
O trânsito era lento. Ao passar por ele olhei, e não notei
mazelas na frente e não resisti sem olhar de novo pelo espelho retrovisor para inspeccionar a traseira.
Assim fiz. Mas...
Quando
olhei em frente, reparei que a "bicha" estava parada, instintivamente travei a fundo.
Com o piso escorregadio de
imediato senti um...PUM. Ouvi barulhos metálicos e pareceu-me até, ver umas cuecas no ar.
Incrédulo,
não estava a entender o que acontecera. Felizmente que levava os vidros das portas fechados por causa da chuva, pois uma senhora despenteada "surgindo do nada" com ar de poucos amigos, gesticulava ferozmente e falava algo que imaginei ser do piorio.
Decorrido uns segundos, apreensivo, abri
a porta e saí pedindo mil desculpas.
Com
a ajuda do marido a senhora acalmou-se um pouco e descreveu-me o acidente.
Pelos
vistos Eu tinha acabado de “empurrar” a Lambreta cerca de meio metro, que o marido conduzia com ela atrás, sentada. Culpava-se um pouco, pois viajava sem estar agarrada porque levava
em cada mão um saco de plástico com os almoços dos dois. Por isso mesmo foi inevitável, a cambalhota à retaguarda que fez por cima do pneu sobressalente.
Uma semelhante Toda molhada e suja, dizia não necessitar
que a conduzisse ao hospital e o maior problema era terem ficado sem o almoço.
Rapidamente solucionei isso, oferecendo-lhes duas senhas Tickets Restaurante das minhas. Depois de agarrarem as marmitas vazias que rebolaram pela
estrada, verificamos que só parti o
vidro traseiro da luz de stop da Lambreta. O casal dizia que os estragos eram insignificantes, mas... ainda bem que
accionei o seguro.
Um pouco mais havia para contar… mas termino por
aqui.
(um pequeno vídeo)
(**) - Não me custa nada admitir, que no abandono "depois da Independência" tenham utilizado a técnica (ou tática) da Terra queimada* e pura e simplesmente tenham demolido todas as infraestruturas, não deixando rastos, ou pedra sobre pedra.
1º Cabo
Valdemar Martins Ferreira - CMDT Companhia
1º Cabo
Domingos Martins Pereira - CMDT Companhia
Soldado
Manuel da Silva Antunes - CMDT Batalhão
Soldado
Alfredo M. Madeira e Sousa - CMDT Batalhão
Soldado
Carlos Manuel R. dos Santos - CMDT Batalhão e CMDT Companhia
Soldado José
MariaNunes de Sousa - CMDT Batalhão
Soldado
Agostinho Neves da Cruz - CMDT Batalhão
Soldado
Manuel Ferreira S. Monteiro - CMDT Companhia
Soldado
Manuel da Costa Paixão - CMDT Companhia
Soldado João
Fernandes Rodrigues - CMDT Companhia
1º Cabo
Afonso Tavares da Graça - CMDT Companhia
Soldado
António de Sousa Moreira - CMDT Companhia
Soldado
Manuel de Almeida Rodrigues - CMDT Companhia
Soldado
Manuel António Fernandes - CMDT Companhia
Companhia de Caçadores 2504
1º Cabo
Firmino da Conceição Rodrigues – OS/RMA- Medalha de Cruz de Guerra de 4ª
Classe
1º Cabo José
João de Jesus Gonçalves - OS/RMA
Soldado
Gilberto Seixo Gomes - OS/RMA e CMDT Batalhão
Soldado
Francisco Manuel O. Carvalho – OS/RMA
Fur. Mil.
Vitor Manuel da Silva Santos – CMDT ZML
1º Cabo
Fernando Lopes Ferreira - CMDT ZML
1º Cabo
Juvenal Duarte C Pacheco - CMDT ZML
1º Cabo
António Mourão Martins - CMDT ZML
1º Sargento
José Henriques Fonseca - CMDT Batalhão
1º Cabo
António de Jesus S. Neto - CMDT Batalhão
1º Cabo
Romualdo Francisco F. Carmo - CMDT Batalhão
1º Cabo
Francisco José A. Candeias - CMDT Batalhão
1º Cabo Máximino
Bernardino - CMDT Batalhão
Soldado José
Fonseca - CMDT Batalhão
Soldado
António José R. Caetano - CMDT Batalhão e CMDT Companhia
1º Cabo
António Luís R. Silva - CMDT Companhia
1º Cabo
Isidro Catarino Nunes - CMDT Companhia
1º Cabo
Fernando Carvalho T Alves - CMDT Companhia
1º Cabo
António de Jesus Neto - CMDT Companhia
1º Cabo
Alberto Beleza Borges - CMDT Companhia
1º Cabo
Firmino da Conceição Rodrigues - CMDT Companhia
1º Cabo
Alberto José M. Brandão - CMDT Companhia
Soldado
Humberto Serra Pais Cabral - CMDT Companhia
Soldado
António José Moreira - CMDT Companhia
Soldado
António José R. Coelho - CMDT Companhia
Companhia de Caçadores 2505
Soldado
Aníbal Prazeres dos Santos – OS/RMA- Medalha de Cruz de Guerra de 4ª
Classe
Soldado
Francisco Simões Colaço - OS/RMA
1º Sargento
Fernando Fonseca Reis - CMDT Batalhão
1º Cabo
Manuel da Silva Santos – CMDT Batalhão
1º Cabo João
Brasete Guerrinha - – CMDT Batalhão
1º Cabo
Amilca Fernandes da Costa - CMDT Batalhão
1º Cabo
António Manuel J. Manteigueiro - CMDT Batalhão
1º Cabo
António Manuel B. Cavaco - CMDT Batalhão
Soldado
António da Conceição A. Piedade - CMDT Batalhão
Soldado
António José B. Rosa - CMDT Batalhão
Soldado José
Coelho Inês - CMDT Batalhão
Soldado
Joaquim Garcia Carvalho - CMDT Batalhão
Soldado
Carlos Manuel Ferreira Pauzinho - CMDT Batalhão
Soldado
António Mendes dos Santos Claro - CMDT Batalhão
Soldado
Manuel Augusto Martins - CMDT Batalhão
Companhia de Caçadores 2506
Cap. Infª
António Filipe Reis Santana – CMD SEC C Cubango
Alf. Mil. Eduardo
Alberto F. Xavier da Cunha - CMD SEC C Cubango e CMDT Companhia
Alf. Mil.
João Baptista Gonçalves da Silva - CMD SEC C Cubango
1º Sarg.
Armando Augusto Vilares - CMD SEC C Cubango
1º Sarg.
Jerónimo F. C. Candeias - CMD SEC C Cubango
Fur.
Miliciano António Luís M. Rodrigues - CMD SEC C Cubango
Fur. Mil.
Mário da Cruz Moreira - CMD SEC C Cubango
1º Cabo
António João Oliveira - CMD SEC C Cubango
Soldado
Manuel Acácio G. Couto - CMD SEC C Cubango
Soldado
Mário A. Beato Boavista - CMD SEC C Cubango
Soldado
Fernando da C. Simões - CMD SEC C Cubango
Soldado José
Marques Calisto - CMD SEC C Cubango
Soldado
António M. F. Gomes - CMD SEC C Cubango
Soldado
Manuel F. M Gonçalves - CMD SEC C Cubango
Soldado José
M. de Sousa Soares - CMD SEC C Cubango
Soldado Joaquim
F. da Silva P- Basto - CMD SEC C Cubango
Fur. Mil.
Jaime Lopes Alves Ventura – CMDT Batalhão
Fur. Mil.
António José O. Mineiro – CMDT Batalhão
Fur. Mil.
Fernando Gomes T. Pereira - CMDT Companhia
Fur. Mil.
António Dias Antunes - CMDT Companhia
Fur. Mil.
Adário da Cruz Moreira - CMDT Companhia
Fur. Mil.
Carlos Jorge M. Almeida Mota - CMDT Companhia
1º C abo
Armando Pereira - CMDT Companhia
1º Cabo Nuno
Pereira Dias - CMDT Companhia
1º Cabo
Joaquim Dias da Costa - CMDT Companhia
Soldado António Ramalho Galhanas - CMDT Companhia
Será que algum dos colunáveis perguntou: Cadê os Outros? Que fez este pessoal, de diferente?
Se saí vivo da guerra, a eles lhes devo?
Qual foi o critério?
Reparaste que na “lista” da CCS existem
oficiais que eram senhores e outros até excelentíssimos senhores, e no resto das
Companhias não?
(Bonito critério, não hajam dúvidas)
Tal constatação, fez-me recuar no
tempo até ao CISMI “Centro de Instrução de Sargentos Milicianos” em Tavira onde
fiz a especialidade, e lembrar o Tenente Rosário “mais conhecido pelo TRÓTIL”
que perante tal dualidade de critério nos diria de certeza:
A coisa é simples: Enquanto uns têm Diarreia, outros têm Caganeira.
Não
estranho o não constar na lista acima, pois nada mais fiz do que
cumprir a missão a que fui obrigado. Além das repreensões verbais,
conforme já referi no Blogue, estes são alguns dos meus louvores:
Ano 1969 - I.A.O. - Santa Margarida
Ano 1971 - Depósito de Adidos - LUANDA
Ano 1970 - Hospital Militar do LUSO
Ano 1971 - Hospital Militar de Luanda
Ano 1971 - D.G.A. (Depósito Geral de Adidos)
Ano 1972 - Hospital Santa Maria - PORTO
Dado o azar demonstrado, ao ler a ultima das 5 histórias que o Aguiar nos
enviou, não me admirava nada que tenha sido eu o Furriel da 2504 indigitado pelo comandante, que um dia foi à
merda... para alguém.
E para
terminar, aqui está a minha Condecoração "Crachá" de que muito me orgulho, ganha no
Curso de Minas e Armadilhas e sem proposta alguma.
Ano 1968 - Curso Minas e Armadilhas - TANCOS
E o que nos diz o dever 11, do Artigo 4º do R.D.M. que Eu infringi ?
Dado a gravidade da falta, acho que devo agradecer, o não ter sido fuzilado.
*** (Não me fecundes) ***
ARGUCIA: Astúcia, Perspicácia; Agudeza de espírito e análise, Criatividade,
Sagacidade, Engenho, Raciocínio, Subtileza.