quinta-feira, 1 de setembro de 2016

BLOGSdoano.pt. (A NOSSA CANDIDATURA).

Terminou no dia 31 de Agosto, o prazo para as inscrições no concurso
BLOGSdoano.pt

Mas nós “como abaixo se comprova” já desde o dia 10 que estávamos inscritos.!?...



Isso, pensávamos nós...
Só que algo correu mal:

E a culpa foi minha como se verifica na correspondência trocada
Caros JURADOS

Amigos... Preenchi a ficha na totalidade. Já carreguei 3 ou 4 vezes para a enviar, e não vejo reacção da máquina. Será que foi?

Aqui está uma bela pergunta. Se não seguiu, como devo fazer?


Com um muito Obrigado, aguardo na expectativa.
Bom dia Manuel,

Vamos verificar junto da nossa área técnica o que se passa.



Obrigada,

Equipa Blogs do Ano

E finalmente no dia 30…

Tudo nus conforme





Em Resumo:
Quando for grande, quero aprender mais disto: Informática 

Como gestor do Blog dou os parabéns à ORGANIZAÇÃO por esta louvável iniciativa.

Temos noção da nossa importância “militarmente falando”, e mesmo que não sejamos “contemplados” só o sabermos que fomos escrutinados por um júri tão competente e eclético, já nos deixam
“CHEIOS DE PENEIRAS”.

 


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Satisfações, e não só.

No seguimento da postagem anterior…
e referente há falta de divertimentos “no Lunguebungo”.
Contrastando com o actualmente; responsável, ponderado “senhor do seu bigode” mas não menos brincalhão, tínhamos o eclético Furriel Sapador de seu nome Giga Coelho, que desde tocar campainhas de portas à harmónica de beiços passando pelo violão, guitarras teclados e até "ao bicho" tudo tocava. Maluco o quanto baste, quando queria fazia-nos rir ou até chorar, principalmente quando cantava alguns fados ou a canção do Oliveira Muge  "MÃE".

Mas ei-lo de turbante, em mais uma das suas facetas de
« Striper »

Tendo por camarim o meu recanto no Aquartelamento do Lucusse e provavelmente receoso de agarrar a meia-cuca para não estragar “o verniz das unhas”, aqui vemos Eu a dar-lhe de beber, para que ganhe coragem no momento da entrada em mais um show erótico.


Há sempre um abusador, que quer apalpar a fruta.
Desta vez foi o furriel Ascendino, o apanhado do paparazzi.


Noutro local e ao som de música ao vivo, “talvez num show para menores de 18”, eis o Giga parecendo preocupado em tapar os seios “ou quem sabe”, espremendo-os para ver se sai cerveja.

+++++++++
Nesta altura, já o nosso conjunto musical POP se extinguira, por separação forçada dos seus elementos.
Sabendo da moral que a grande maioria do pessoal "não" tinha, era também assim “com estas hilariantes e inocentes macacadas” que o nosso tempo ia passando, da melhor maneira possível.

Quase em paralelo surgiu a (-RÁDIO POP-)
que nos deu mais alento
e que tão boas recordações me traz.

Respondendo a um comentário do Fernando Santos noutra postagem, direi:

Amigo Santos, não duvido que tenhas razão. Mas no meu tempo antes da vossa passagem por LUNGUEBUNGO, o único pessoal “das Obras” existente, era uma Brigada da J.A.E.A. chefiada por um "e único" branco (o Sr. Silva, mais conhecido por Samuapa) talvez com a 4ª classe, autor de diversas proezas, algumas das quais já aqui contadas.

Os meus Slides, não enganam.



Ao fundo, a Ponte e os Fuzileiros


Acima, a Povoação

Como podes ver nas imagens que também constam do pequeno filme, a picada no Lunguebungo (na altura da minha permanência) era toda ela em “macadame” ou algo semelhante. Conforme já aqui contei numa postagem, que me recorde, o único ponto com alcatrão nos 406 km de picada entre as cidades do Luso e Gago Coutinho, que diversas vezes percorri, era um pequeno troço todo esburacado “fruto de ensaios” muito perto do Lucusse. Foi exactamente nesse troço que ocorreu o acidente de que fui um dos intervenientes. Depois disso e nesse mesmo dia, fui evacuado de avioneta (uma Dornier, igual às que bastantes vezes protegemos na pista) para o hospital do Luso e meses depois para Luanda.

O que se passou a seguir; não desminto nem confirmo,
IGNORO.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

46 Anos depois, mas ainda no Leste de Angola.

O leitor mais atento reparou concerteza, que terminei a 2ª parte de uma história
aqui contada e passada no LUNGUEBUNGO, desta maneira:

Esta é uma sacanagem do "Samuapa",
entre muitas outras….
Uns tempos depois deixamos o Lunguébungo para regressamos à base, como quem diz, ao Lucusse.
Uma vez mais aqui, no recesso do meu BAIXATOLA’s BAR
“qual musa inspiradora”
recordo outras, entre muitas.

Todas as tardes, após o regresso da pista de aviões que andava em construção, depois de uma reconfortante banhoca “no rio Lunguebungo ou no Acampamento” seguia-se a janta e pouco mais.

Os Fusos de Lunguebungo, onde sobressai a falta do ervado no campo de futebol.

 Além de relermos os bate-estradas das Namoradas ou das Madrinhas de Guerra, divertimentos quase  não existiam.
Os dias eram monótonos mas felizmente para alguns, que havia sempre alguém que improvisava algo, se mais não fosse o tradicional jogo de cartas à luz das velas, pois como contei, já nem tínhamos camisas para os petromax’s.

Desde sempre nunca achei grande piada aos jogos de cartas, e por isso mesmo, raramente jogo ou sou espectador.

Raramente é diferente de nunca, pois lembro-me de assistir a alguns dos jogos que o Samuapa “capataz e único branco de uma Brigada da Junta Autónoma Engenharia de Angola (J.A.E.A) ” realizava e acima de tudo, incentivava.

Como o saudoso Vitorino Nemésio “Se bem me lembro”, eram quase todas as noites.

Era vê-lo sentado numa mesa colocada ao fundo da sala "quase" rodeado de funcionários de cor… “preta” pois não admitia ninguém nas suas costas.

Não existindo ninguém, era mesmo aí que me colocava, nas raras vezes que assisti. Como se chamava ou chama o jogo, não sei. Lerpa ou lepra, talvez.

Só sei que à partida todos colocavam a mesma quantia na mesa, e iam subindo a “aposta” cada vez que julgavam ter melhor jogo que o parceiro, e quem desistisse “saía fora” e perdia.
Recordo que ele apostava forte e feio quando tinha um bom jogo, e quando não era tão bom assim, falando alto sem temor subia a “parada” como se nada fosse, induzindo os parceiros que tinham melhor jogo a ceder, ficando na mesma com a massa toda.

A maior parte dos jogadores, no intuito de recuperar o prejuízo atrasado e ao contrário do Sr. Silva “o Samuapa” em vez de dinheiro vivo, colocavam em cima da mesa uns pequenos papéis assinados de cor verde, a que chamavam, um vale.

O cretino, sem problemas financeiros (que usava uma correia trapezoidal “partida” como pingalim), tinha a distinta lata de pagar “semanalmente” aos seus subordinados "alguns com família", o ordenado em vales em vez de dinheiro vivo, porque lhes deviam xis ao jogo.

Falta dizer que quando a partida terminava por desistência dos parceiros, nunca mostrava as cartas que supostamente teria. Eram metidas no baralho aleatoriamente, sem deixar rasto.

***  ***
Notava-se que era uma brigada da J.A.E.A. coesa e de “barba rija”. Condutores de Caterpillar’s “vulgo Catrapilas” Moto-niveladoras, Moto-scraper’s e afins, apoiados por um grupo bem maior, de operadores de pá e picareta. O objectivo na altura era “construir” uma pista de aviação para os Fuzileiros “da Marinha”.

Mesmo sabendo que "no jogo" eram todos voluntários e adultos, enjoado por ver tanta “sacanagem” quase sempre retirava-me de fininho.





As  semelhanças da sua frota com a das imagens, só a marca e função. Farta de bater estradas e com um desgaste bem visível, mantinham-se operacionais graças aos milagres dos mecânicos, liderados pelo Sr. Silva.
Exacto, este Sr. Silva era diferente de outro. Este, tinha algumas virtudes. Sabia como se trabalha, e trabalhava.

Já lá vão mais de 40 anos e se comparado com os dias de hoje, era um autêntico GPS.
Conhecia o terreno como ninguém, e como já contei algures neste blogue, um pequeno buraco no chão para meter a cabeça, os seus olhos e um pequeno tubo com água, substituíam o melhor dos Teodolitos.

Mas voltemos aos Defeitos:

Recordo uma outra, a de obrigar o Operador ou motorista, de um Caterpillar, a andar ás “ARRECUAS” com a pá rastejando, porque - no seu dizer – não haver tempo de substituir uma mangueira hidráulica que rebentou, do sistema de  elevação da pá.
Andamos cerca de 2km levantando uma poeira danada. Por esse motivo, em vez de sermos nós “Exército” a fechar a coluna, era esta máquina a última da “fila” e a certa distância, para não incomodar.

Conduzindo de lado e à rasquinha do pescoço, foi um grande alívio para o Condutor/Operador, quando convenci o Artista a parar a coluna, e num instante se reparou a avaria.

Não sei porquê, mas tenho cá um “feeling” que na Independência,
lhe limparam o sebo.

domingo, 31 de julho de 2016

A falta de Fair-Play dos AVÉCs

Não querendo acreditar nas notícias que vieram a público, dos franceses não terem mostrado a bandeira Portuguesa na Torre Eiffel após a nossa vitória na final do Euro,
quis certificar-me.

E fui confirmar no dia seguinte, essa falta de Fair-Play.

Lamentavelmente era verdade tal notícia.

Olhando a Torre de cima abaixo com muita atenção...

Não existe defacto, nenhuma bandeira hasteada.



Uns poucos metros mais à frente e à esquerda “contornando a torre de Alta-Tensão” encontra-se a Escola de Fuzileiros de Vale do Zebro.

Ao fundo entre as inactivas chaminés, existe o extinto Alto-Forno da Siderurgia Nacional, que é considerado hoje em dia, um Monumento classificado do Município do Seixal.

Esta enorme estrutura “excluindo o tijolo refractário de isolamento térmico no seu interior” é 100% metálica. O ainda estar de pé, considero um milagre.

Escapou incólume à sede de inocentes sucateiros que “às claras” só fizeram (e continuam fazendo) o que governantes cretinos têm  permitido. Serve hoje  para visitas de estudo.

ERA UM VEZ…

Existente, só a metade direita da foto.
O Leitor “com preconceitos” pode se quiser ignorar a parte política, mas deve ler a excelente descrição do que era a primitiva e agora quase extinta Siderurgia Nacional, que hoje de nacional, só tem o nome.



sexta-feira, 22 de julho de 2016

ó Diabo... era uma grande bronca, caso não tivessem escrito (MAIS ANOS)

Reformas. Governo quer pôr militares a trabalhar mais anos.

A ministra da Administração Interna está empenhada em equiparar os militares aos polícias

Forças Armadas consideram o projecto "a todos os níveis inaceitável". GNR receia "atentado à condição militar"

O governo está a preparar um conjunto de alterações profundas ao regime de reformas dos militares e dos polícias que prevê a redução de direitos históricos dos primeiros. O que está a causar mais polémica é o aumento da idade da reforma para mais um ano e dois meses - igual aos polícias - quebrando uma das mais fulcrais compensações pela perda de direitos e exigências que a "condição militar" impõe. Na GNR pode estar em causa uma diminuição do valor das pensões.

"Reacções imediatas, p'ra todos os gostos"
Se te interessa ler mais, e...
és Sargento:
carrega no link:

se és Oficial:

se és um Genérico:

segunda-feira, 4 de julho de 2016

De "regresso" ao LUNGUEBUNGO

Aqui há dias na companhia da minha Rosa Augusta, dizimei um indefeso robalo grelhado no restaurante da Associação de Fuzileiros aqui no Barreiro.


Certo. E depois? Pergunta o leitor.



A coisa só é notícia porque desta vez calhou irmos no dia da música ao vivo.

Também influenciado pela decoração deste estabelecimento com diversos motivos náuticos, ao ouvir músicas do Roberto Carlos tocadas e cantadas por um jovem grupo da terceira idade, sem querer por instantes viajei no tempo, e "à mesa" fui parar ao meu acampamento no Lunguebungo situado na picada “Luso-Gago Coutinho”.


Fuzileiros do Lunguebungo



Lungue-Bungo - 1973 - Quartel dos fuzos - Foto de António Jacinto
Foram diversas as vezes que com eles o meu pelotão jogou à bola.

Comparando com o Meu tempo "foto abaixo"
 vemos que 3 anos depois "foto acima"
o ervado e o campo de futebol "parece que" foram totalmente desprezados



 Visitamos e convivemos com estes fuzos “estacionados” mesmo ao lado da ponte nas margens do rio com o mesmo nome. E tal como acontecia na nossa RÁDIO POP, também o Roberto Carlos era dos preferidos do "Djay" que na altura manobrava a acústica dos altifalantes da parada.




Como já descrevi em pormenor numa história (http://ccac2504.blogspot.pt/2012/07/mais-uma-do-meu-pelotao.html)
aqui neste Blogue, permanecemos algumas semanas nesta povoação para dar protecção à J.A.E.A. (Junta Autónoma das Estradas de Angola) que “construía” uma pista de aviação.






Dado a relativa importância dos residentes "excluindo o descalço, simpático e humilde Sóba", rapidamente se chega à conclusão que a pista só servia para "além do governador do distrito", os chefões fuzos irem sem correr riscos e de cú tremido, visitar os operacionais.

Sóba
(O representante do governo)*


Nos dias de hoje através das difusas imagens "nesta zona" do Google Hearth, verificamos com dificuldade que da famigerada pista nota-se a sua abandonada existência, e do Quartel, nem vestígios.


Um dia espero fazer uma visita à Escola de Fuzileiros do Vale de Zebro "aqui bem perto de onde moro" na tentativa de saber algo sobre o fim* daquele quartel.
Durante mais de 30 anos, passei duas vezes por dia à frente da porta de armas deste quartel, na ida e na volta do meu trabalho na Siderurgia Nacional do Seixal. Foram várias as vezes que tive de parar o carro para deixar passar "o pessoal" que atravessava a estrada direito à carreira de tiro na Mata da Machada ou vice-versa, bem como no içar da bandeira, etc.

Cheguei também a levar a minha filha quando pequenita,  para aprender a nadar na piscina aquecida que possuem. Recordo também os fuzos, quando descrevo o meu "único" acidente de carro....tok tok.

E porquê?



Porta d'armas

Porque soube que no fim-de-semana existiu um atropelamento fatal em frente aos fuzileiros.
*****

Uma vez mais de manhã e de carro dirigia-me para o trabalho.
O dia era de chuva.
Ainda ao longe reparei que um autocarro estava parado um pouco à frente da porta d'armas.
"se calhar foi aquele...Pensei"

O trânsito era lento. Ao passar por ele olhei, e não notei mazelas na frente e não resisti sem olhar de novo pelo espelho retrovisor para inspeccionar a traseira.
Assim fiz. Mas...
Quando olhei em frente, reparei que a "bicha" estava parada, instintivamente travei a fundo.
Com o piso escorregadio de imediato senti um...PUM.

Ouvi barulhos metálicos e pareceu-me até, ver umas cuecas no ar.
Incrédulo, não estava a entender o que acontecera.
Felizmente que levava os vidros das portas fechados por causa da chuva, pois uma senhora despenteada "surgindo do nada" com ar de poucos amigos, gesticulava ferozmente e falava algo que imaginei ser do piorio.

Decorrido uns segundos, apreensivo, abri a porta e saí pedindo mil desculpas.
Com a ajuda do marido a senhora acalmou-se um pouco e descreveu-me o acidente.
Pelos vistos Eu tinha acabado de “empurrar” a Lambreta cerca de meio metro, que o marido conduzia com ela atrás, sentada. Culpava-se um pouco, pois viajava sem estar agarrada porque levava em cada mão um saco de plástico com os almoços dos dois.
Por isso mesmo foi inevitável, a cambalhota à retaguarda que fez por cima do pneu sobressalente.
Uma semelhante
Toda molhada e suja, dizia não necessitar que a conduzisse ao hospital e o maior problema era terem ficado sem o almoço.
Rapidamente solucionei isso, oferecendo-lhes duas senhas Tickets Restaurante das minhas.
Depois de agarrarem as marmitas vazias que rebolaram pela estrada, verificamos que só parti o vidro traseiro da luz de stop da Lambreta. O casal dizia que os estragos eram insignificantes, mas... ainda bem que accionei o seguro.
Um pouco mais havia para contar… mas termino por aqui. 


(um pequeno vídeo)
 

(**) - Não me custa nada admitir, que no abandono "depois da Independência" tenham utilizado a técnica (ou tática) da Terra queimada* e pura e simplesmente tenham demolido todas as infraestruturas, não deixando rastos, ou pedra sobre pedra.