quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Corrupção?

CAMARADA

Esta tarde no regresso a casa, após um passeio higiénico com a minha cara metade, passamos sem querer em frente à minha barbearia. Escusado será dizer que aproveitei o facto para lançar um pouco de veneno. Sabendo que o barbeiro chefe é adepto do Benfica, só lhe disse:
Na próxima, em vez de lhe telefonar pra marcar a minha vez, vou-lhe enviar um e-mail.

E o caldo ficou entornado.

Quando me preparava para continuar o périplo, ouvi-o dizer: Alto lá meu amigo. O senhor foi descoberto à pouco tempo, a dar dinheiro a um árbitro. E isso cheira-me a corrupção.

E com esta me calou, mas eu justifico.

Era meu costume dizer, "o risco, é a minha profissão" porque durante anos fui Desenhador.

No entanto agora depois de reformado, pensando bem, tenho-me sujeitado a um risco bem maior.

Felizmente que o Correio da Manhã ou mesmo a Judiciária ainda não me apanharam em flagrante ou "como se costuma dizer" com a boca na botija.
O mesmo não posso dizer afinal, do meu Barbeiro.

Mas  Eu Esclareço.
Sinceramente, não sei como começar.

E agora que consultei a enciclopédia* pior fiquei. Descobri que a razão de ser desse dinheiro, me torna conivente com na morte de milhares e milhares de criaturas.

Este procedimento triste, tem acontecido ao longo dos anos, quase sempre nas vésperas de dias de festas/comemorações tais como: meus Aniversários ou da família, Natais, Páscoas e intervalos dos intervalos.
Para piorar a situação, fui apanhado a dar dinheiro a um Árbitro e ainda por cima, de Futebol.
Sim é verdade.
UM ÁRBITRO DO FUTEBOL

Felizmente que não sou só eu. Já lá vi outros Árbitros e até o Octávio Machado do Sporting a pagar sem pestanejar.

Só que desta vez "no Natal" e dada a bronca actual, para não correr o risco de me chamarem corrupto ou me confundirem com um dos tentáculos do tal polvo optei por não ir.

Não podendo enviar e-mails, e dado que estava um pouco "engripado" e o dia extremamente frio, pedi carinhosamente à minha Rosa Augusta para fazer essa tarefa, Foi bem cedo "para tirar o ticket" e aguardar pacientemente a sua vez. É habitual nestas datas, existir uma fila no exterior que mais parecem as nossas no Leste de Angola a atravessar uma chana.

Esta história poderia ficar por aqui ou seguir num próximo episódio, mas não.


Trata-se afinal e simplesmente, do antigo Árbitro Internacional

CARLOS VALENTE

 que é dono de uma casa que vende marisco "reconhecida pela frescura dos seus produtos" existente aqui no Barreiro ao lado do novo continente.

Quem entra no modesto Estabelecimento,

Enquanto espera a sua vez, repara sem querer na qualidade e variedade da bicharada exposta, mortinhos para serem levados p'ra casa, e outros vivinhos nos aquários com o mesmo  destino traçado.

A meia-altura nas paredes do estabelecimento, existem algumas fotos exclusivas onde podemos ver o Valente cumprimentando o Papa "não é o Pinto da Costa, não senhor" mas sim o João Paulo II  e uma outra ao lado do "crente" Maradona, o tal da mão de Deus**.
(Só por isto se vê, que é uma casa abençoada)

La Mano de Dios** é o nome de um golo histórico marcado por Diego Maradona no jogo da Seleção Argentina contra a Inglaterra, válido nos quartos-da-final da Copa do Mundo
FIFA de 1986.
No final do jogo, questionado sobre se tinha feito o golo com a mão, Maradona  respondeu: 


“Lo marqué un poco con la cabeza y un poco con la mano de Dios”

Quando entro no estabelecimento, quase sempre o antigo árbitro que já me conhece há anos,
pergunta sorrindo: E a Sapateira, é com muitas ovas?


Exacto, só se não puder.


E assim descaradamente um Portista, depois de servido e à frente de todos,
agarra na máquina do multibanco e paga ao Senhor Árbitro, o valor que ele refere.

E assim fica esclarecida, a "boca" do barbeiro.

(*) Com respeito ás ovas da: Sapateira...A fêmea de sapateira transporta no abdómen até 3 milhões de ovos durante seis meses, permanecendo debaixo de rochas ou enterrada em buracos que escava.
http://www.cienciaviva.pt/peixes/home/index.asp?accao=showpeixe

(**)- https://pt.wikipedia.org/wiki/La_Mano_de_Dios

sábado, 30 de dezembro de 2017

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Feliz ano de 2018

CAMARADAS

Na nossa idade e com o tempo frio que se instalou,
é muito provável que o menino jesus neste Natal
deixe uma vez mais na chaminé,
alguns agasalhos a condizer.

Será que vais concordar uma vez mais,
com a letra desta

linda canção de Natal?.


FELIZ ANO NOVO

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Peço mil desculpas.

CAMARADAS


Confesso o grave erro que ao longo do tempo tenho cometido,
por ir buscar exemplos de vigaristas e vigarices a países como o Brasil e até Angola.
Esqueço que nós cá em Portugal, também temos dos mais requintados FILHOS DA PUTA que podemos imaginar.

Por falar neles, não tardará muito para voltarmos a ver sorridentes e na ribalta
 dois ou três cretinos sem vergonha, que por agora estão de nojo
"cá p'ra mim, sempre meteram"
insistindo que sempre foram inocentes.

Para engrossar esta cambada de crápulas vigaristas e sem vergonha,  surge agora este caso da RARÍSSIMAS,
que não é tão raro como se pensa.
Ainda bem, que não somos todos iguais.


Apanha-se mais rápido, um mentiroso que um coxo.



Começamos logo à partida, vendo implicados a tentar sacudir a água do seu capote.

Ouve e vai rindo, desta miséria.

Cá p'ra mim, aquele que apregoa aos 4 ventos que nada tem a ver com a coisa, quase de certeza que é exactamente o contrário.


(O pensamento de um conhecido humorista)
Concordo, principalmente com o 2º pensamento.

Com "tranquilidade" vou-me sentar p'ra ver.



segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Quem quer morrer?

CAMARADA

Já aqui contei histórias do Cacuaco, pela melhor das razôes,
nomeadamente... Lagostas.

Mas agora Carrega no vídeo acima, e ficarás a saber mais do Cacuaco e dos cretinos,
que proferiram tão estúpida pergunta.



Para veres muito mais, Acessa o link:




quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Um exemplo, a seguir...

Paraquedista morto em combate

regressa a Portugal 54 anos depois





A filha de um dos militares da Guerra Colonial descobriu "como morreu e onde foi enterrado" o pai através de um "álbum" de fotografias no Facebook de um sargento paraquedista
Um soldado paraquedista morto em combate em Angola em 1963 foi trasladado na semana passada para Portugal e vai ter uma homenagem e cerimónias fúnebres na quarta-feira, no culminar da "batalha de uma vida" travada pela sua filha.
Ernestina Silva chegou na segunda-feira dos Estados Unidos para poder assistir às cerimónias que se vão iniciar às 09:30 de quarta-feira na capela da Força Aérea, em Lisboa, e vão culminar no cemitério de Lobão da Beira, no concelho de Tondela (distrito de Viseu), de onde António da Conceição Lopes da Silva era natural.
O cortejo terá uma paragem na base de Tancos (Vila Nova da Barquinha, distrito de Santarém), para uma homenagem promovida pela União Portuguesa de Paraquedistas, em colaboração com a Força Aérea Portuguesa e o Regimento de Paraquedistas da Brigada de Reação Rápida.
"Queria trazê-lo para Portugal", disse Ernestina Silva à Lusa, contando como nunca se conformou com o facto de o pai, que não chegou a conhecer, ter ficado "abandonado", apenas porque a família não teve, na altura, os meios para custear a sua parte (o Estado colocava os restos mortais em Lisboa, mas a família tinha que pagar o transporte até à aldeia e o funeral - explicou).
Marcada pelas narrativas sobre a personalidade do pai, ouvidas no seio da família paterna, com quem viveu em criança depois de a mãe emigrar para a Alemanha -- "fui criada como se visse o meu pai todos os dias" -, Ernestina partiu aos 22 anos para os Estados Unidos, já casada e com uma filha, mas continuou "sempre à procura".
Foi com a Internet e as redes sociais que finalmente descobriu "como morreu e onde foi enterrado" o corpo do pai.
É de louvar a iniciativa desta Filha.
Conseguiu "um feito" que devia ser e é, obrigação moral "e não só" dos consecutivos des-governos que por cá temos tido.

Até quando esta inércia, para
Repatriar
TODOS os nossos Camaradas?.







sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Os Bólides do Estoril


Caros leitores

Descobri hoje este comentário, que o nosso camarada Furriel vagomestre Fernando Santos da 2505 redigiu, na postagem das Maratonas













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Folgo muito em saber, que mesmo distante, continuas atento a este blogue.

E Eu a pensar que os bólides do Estoril eram só os com rodas…
Desconhecia esse teu lado.

Cá por mim que me recorde, o meu melhor tempo, foi talvez no tempo da Escola Primária quando fugi "em desespero" à frente do feitor de uma quinta pertencente a um médico.

***
Eu conto:

Certo dia a minha Mãe, pediu-me para que no regresso da Escola fosse comprar três ou quatro laranjas ao Doutor Rodrigues. Queria fazer nessa noite, um “petisco” que ainda hoje gosto muito.
Arroz doce.

Para isso deu-me algum dinheiro, que guardei com todo o cuidado.


***
A meio da aula “no recreio” contei aos meus colegas de Classe tal facto, e descobri nesse momento que "habituados* às rabanadas, mexidos e aletria" a rapaziada desconhecia esta iguaria
“hoje tão comum”.

 Convenceram-me a gastar o dinheiro não nesta compra, mas na mercearia, em amendoins. Foram unânimes de que eu chegaria a casa carregando as ditas sem gastar um tostão.

Acabada a aula, eis-nos organizados e prontos, qual seita do Zé do telhado.


Transpor o portão da quinta não foi o mais difícil. Difícil foi, mantermo-nos em silêncio, porque logo após a entrada “talvez devido ao ruído” apareceu desconfiado o Feitor da quinta.
Inexperiente nestas andanças “que me recorde” tremi de medo: Valeu-me a coragem do colega Agostinho “brasileiro” que me incentivou. Mais calmo fiquei, quando “do meu esconderijo” vi que o Feitor após um “varrimento visual", recolheu aos seus aposentos.
……..
Com as camisolas a abarrotar de laranjas, estávamos agora de saída.

O primeiro de nós a ultrapassar o portão com a carga devidamente acondicionada “talvez por se ter livrado da pressão” inadvertidamente (qual Ipiranga) soltou um grito, iupy.

Escusado será dizer que "alertado" uns segundos depois, apareceu o Feitor.


Todos em debandada e perseguidos, desatamos a correr estrada abaixo até aos Correios, melhor dizendo; às pilhas de postes dos CTT.

Eram postes besuntados de creozote, e empilhados em cima de cubos de granito com cerca de 80 cm de lado.
Eram “de gatas” um excelente esconderijo, com diversos pontos de fuga, se necessário.

Mas: Passada a tempestade, não veio a bonança.
Porque ao contabilizarmos os resultados, descobriu-se que na fuga, o movimento ou o eliminar de vestígios, resultou em: zero laranjas.

Tinha agora vários problemas. Arranjar uma justificação para “sem laranjas” enfrentar a minha Mãe, pedir a Deus para que tanto Ela como a Professora não soubessem da odisseia, e não ter coragem para voltar à quinta "para defacto, comprar as ditas" com medo de ter sido reconhecido, etc, etc.

Mesmo não tendo sido o 1º, penso que foi nesta fuga “aos 7- 8 anos” que bati o meu Recorde Pessoal.

Lamento que não exista uma lista de classificação, tal como existe a do nosso Camarada Furriel Santos.





















Quem diria, e esta heim ?!...


(*)- Para melhor compreensão: Um Transmontano, filho de Alentejanos,
na escola primária no Minho. Confuso?
Tal como Eu, quando soube.