segunda-feira, 23 de março de 2015

Respostas tardias

Mais vale tarde, do que nunca.

As minhas desculpas por só agora “meses depois” responder a estes dois Comentários que acabei de descobrir. Foram escritos nas postagens Divagando…se vai ao Longe (ESPECIAL), no dia 30 de Agosto de 2014 mas referentes à postagem  Divagando…se vai ao longe (1/3) de 23 de Julho de 2014.

Ainda que Escritas por Anónimos "mas pouco", o seu conteúdo é pertinente,
merecendo resposta.

Leio que esclarece no final, as frases com ASTERISCO.
Entretanto li no texto anterior que escreveu: (que construí de raiz, desde a confecção do circuito impresso* até à caixa onde ficou alojada) SIC.

Falta então, esclarecer este Asterisco*.
Como ando a estudar electricidade, estou curioso de ver o que vai escrever sobre este assunto.
Sou filho de um ex-combatente e gosto muito de ler o Blogue.
Alfredo Martins

Os Leitores têm toda a razão. Aqui vai a resposta
ao Estudante de Electricidade 


Muito antes da existência das Sopas de letras e Sudocús, fazer montagens “electrónicas” de esquemas que achava alguma utilidade, era “entre outros”, um dos meus hobbys.
Incluida nesta diversão, era costume “coisa que ainda predura” desenhar e fazer os circuitos impressos.
O percloretileno de ferro e o Edding 3000 "agora tão usado para escrever nos CDs" sempre estiveram presentes na minha marquise/oficina. Desde os Variadores de intensidade luminosa (vulgos Dimmer’s) aos de velocidade do berbequim, passando por alarmes, ignições electrónicas, a minha fonte de alimentação variável “com o transformador bobinado à mão” que ainda hoje “mexe” na minha bancada, bem como os Psicadélicos existentes nos meus
HECTOPIEZE BAR no Vale de Açor e BAIXATOLA’s BAR em Vila Nova de Famalicão
e não só, eram, “e ainda são” as minhas grandes distrações desde tempos idos “já lá vão quase 40 anos”.

Escusado será dizer, que hoje em dia tudo “ou quase tudo” existe há venda, na loja de um qualquer Xinêz
perto de casa.

Naquela história meti o asterisco ao referir a “confecção do circuito impresso*”, porque me lembrei de um dos meus PIPs (Planos de Intervenção Pedagógica) quando tirei o “Curso de Formador” no Centro de Formação Profissional do Seixal. Foi exactamente sobre este tema, (como fazer Placas de circuitos impressos), que decorreu uma* das minhas aulas práticas.



Trabalhava na SIDERURGIA NACIONAL no SEIXAL

Aconteceu, porque fui convidado “acumulando com a função de Técnico Industrial” a partilhar os meus conhecimentos, colaborando dando aulas, no conceituado e reconhecido
Centro de Formação da Siderurgia Nacional. Assim tirei o curso de Formador, requisito necessário para dar aulas “oficiais”.

Dei principalmente aulas de Desenho Técnico a Mecânicos, Electricistas, Carpinteiros, Técnicos de Gás e não só. Pelo  que se apurou mais tarde, a grande maioria desses alunos foram Trabalhadores enganados pela Gerência dos governos de então, que "ainda longe da idade da Reforma" os “convidou” a sair da Siderurgia para formarem a sua própria empresa ou ingressar nas empresas futuras,  que iriam surgir nos terrenos libertados após o nosso fim.

Sabendo-se que:
(é na periferia do deserto, que moram os camelos)
Lembro de quem disse; "na margem sul J'aimé". Já muito antes, talvez baseados na mesma opinião, as empresas "prometidas" juntaram-se ao aeroporto.
  
A Siderurgia Nacional do Seixal e Maia una e coesa “que chegou a ter mais de 5 mil trabalhadores”, que fora retirada a António Chapalimaud* e nacionalizada, estava agora dividida em bocados (SN-Produtos Longos, SN-Produtos Planos, SN-Serviços, SN-S.G.P.S.), agonizante e com os dias contados.

Já nessa altura (anos 2000/2) e tal como hoje banco bom e banco mau, a parte boa “que dava lucro” foi vendida por tuta e meia a estrangeiros. A parte má “como estará à vista do leitor” ficou para o Estado assumir, (Estado esse, que gastou milhões em terra-planagens e compra de mais uma Aciaria e um Alto-Forno “de capacidade bastante superior ao existente” afim de ampliar a produção de aço, e poucos meses depois os vendeu “tudo ainda encaixotado tal como vieram” aos Indianos, e quase ao preço de sucata.

Como o leitor  repara, salvo raras excepções, (tais como a da extrema utilidade "que todos nós reconhecemos" oferecida aos automobilistas, ao ver a informação existente nos placards das estradas, que nos ajuda em muito a poupar um bom dinheiro, na escolha do posto de combustível mais barato) a incompetência de algumas decisões de quem nos tem governado, é como a fama do brandy Constantino "… já vem de longe” parecendo hoje em dia até, as pilhas Duracel. “dura, dura e dura”.

Aqui sim, era de fazer uma investigação independente e minuciosa a todo este imbróglio “perdão” processo de compra e venda, desses equipamentos e não só, bem como a de acabar com a Grande SIDERURGIA NACIONAL considerada desde sempre, como Empresa Estratégica.

Podemos junta-la às finadas empresas também Estratégicas que até hoje deixam de o ser, e como resultado teríamos com certeza, as prisões incluindo a de Évora com lotação esgotada. Até quem sabe!... o Forte de Elvas, com um leva e trás de barricas às costas, de corruptos, vígaros, crápulas, cretinos, e outros  Filhos da Puta que pululam inpunemente neste País, mas todos inocentes e cheios de razão.
Uns dotores igenheros ou curonés, outros até antigos e actuais paineleiros de tevês. Fazem-me lembrar a sorte que o Ali-bá-bá teve, por só ter conhecido 40 ladrões. Armados em santos e com total disfaçatez, referem as escutas, os apitos, os atrazos, esquecimentos e afins, tentando convencer-nos que são honestos.  A maior parte destes moralistas, transportariam os barris rastejando, porque semelhantes a vermes, acho que alguns nem devem ter coluna vertebral.
A resposta ao 2º Leitor que pergunta:
Podemos saber, a dimensão aproximada destas máquinas?
Dá para entender, que não serão portáteis...

A minha melhor resposta a este Anónimo, é convida-lo a ver o pequeno vídeo abaixo.



Pela proporcionalidade, ficou concerteza com uma ideia aproximada, da dimensão desta “máquina”.

++  --  ++ 


( * ) - António Champalimaud faleceu em 2004 aos 86 anos, na sua residência em Lisboa, vítima de um cancro. A doença impedira-o, já em Abril, de receber a Ordem da Liberdade, atribuída por Jorge Sampaio. No seu testamento, legou 500 milhões de euros para a criação de uma fundação em Portugal, destinada à investigação na área da investigação biomédica. A Fundação D. Anna de Sommer Champalimaud e Dr. Carlos Montez Champalimaud – designação escolhida por Champalimaud, em homenagem aos pais – foi formalmente criada e é hoje presidida por Leonor Beleza, de acordo com suas instruções.

(Caro leitor: Compare a Pessoa que foi o meu ex-Patrão, com alguns da actualidade)

Recordo-o, no início de um plenário de trabalhadores logo após o 25 de Abril:
Senhores: Fala-vos o Homem do Aço, para os Homens D’Aço

No final desse plenário, repartiu uma parte dos dividendos por todos os trabalhadores.

Espero ter satisfeito minimamente a curiosidade destes "Anónimos" 

É TUDO, POR AGORA
 

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